ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DE CARVALHOS DE FIGUEIREDO 4 – GRUPO DESPORTIVO E RECREATIVO DE CARVOEIRO 0
Campeonato Distrital da AFS – 1ªDivisão Futsal – Série B – 7ªjornada
Pavilhão da ACR em Carvalhos de Figueiredo
22-05-2021
Com o aproximar das grandes decisões, a equipa do concelho de Tomar, o Carvalhos de Figueiredo, não queria deixar fugir a possibilidade de carimbar o passaporte de acesso à “final four” de apuramento de campeão distrital e subida aos campeonatos nacionais. Depois do empate na casa do Coruche, na jornada anterior, a equipa tomarense segue sem derrotas e este era o jogo da confirmação perante a equipa do concelho de Mação.

Por seu lado, o Carvoeiro, lanterna vermelha da série, vem fazendo o seu caminho no futsal distrital com muitas “dores de crescimento” mas dignificando as suas camisolas com o símbolo do escaravelho estampado. Aliás, a equipa orientada por José Ferreira vinha de uma vitória no seu reduto perante o Cercal, a primeira da época, fator sempre moralizador.

Com a equipa da casa a assumir por inteiro o favoritismo, mal o árbitro apitou para o início da partida percebeu-se que o jogo iria ter um só sentido com os visitantes a apostarem na resistência defensiva “até dar”…
Logo no terceiro minuto, numa rápida transição dos figueirenses, Mantorras foi servido ficando isolado com a baliza deserta. Pouca tranquilidade e deslumbramento levaram-no a rematar para as malhas laterais. O Carvoeiro ia aguentando a pressão enquanto os minutos iam avançando.

A equipa liderada por João Venâncio, a ver o jogo da bancada, tal como o seu homólogo José Ferreira, devido a questões disciplinares, ia colecionando perdidas enquanto a equipa do concelho de Mação tentava responder em contra golpe.
Aos seis minutos Renato Lourenço roubou a bola, ganhou metros e rematou ao lado, muito perto dos ferros da baliza de Luís Santos. Repetiu o gesto no minuto seguinte contra um defesa. Na reposição Paulo Pires obrigou o guarda redes da casa à primeira intervenção.

O aviso estava dado. O Carvoeiro não iria perdoar descuidos ou perdas de bola por parte do seu adversário que com o correr do tempo iam dando sinais de nervosismo pelo nulo que se ia mantendo. Mário Capela e Jorge André estiveram perto de inaugurar o marcador no minuto dez sem que o esférico encontrasse o alvo e dois minutos depois foi o guarda redes visitante a estar em foco.
Diogo cruzou com boa conta e João Carlos afastou com uma palmada. O segundo remate, de Mandioca levava o “selo” de golo mas o guarda redes saiu até ao limite da sua área, tapando os caminhos da sua baliza. Numa reposição lateral Jorge André encheu o pé e João Carlos voltou a negar o golo, defendendo com os pés.

Os remates iam-se sucedendo e o guarda redes João Carlos e a sua defensiva iam resolvendo. Mário Capela, Jorge André e Mantorras iam tentando sem sucesso abrir o marcador.
À passagem dos 18 minutos Mantorras assistiu Mário Capela que a curta distância não encontrou maneira de introduzir o esférico na baliza carvoeirense. Perante uma pressão constante do adversário o Carvoeiro parou o jogo com o pedido de pausa técnica.

A paragem foi benéfica para a equipa forasteira que começou a sacudir a pressão, por alguns períodos, e a surgir com gente em situação de remate.
Após uma insistência do Carvalhos de Figueiredo que permitiu o remate de Daniel Nunes, o Carvoeiro contra atacou através de iniciativa individual de Filipe Silva que acabou estatelado na área reclamando grande penalidade. A equipa de arbitragem não atendeu e pareceu ter toda a razão. O capitão João Domingos limitou-se a proteger a chegada da bola ao seu guarda redes.

Após a ténue resposta dos visitantes a equipa da casa voltou à carga. Os protagonistas do costume, Mantorras, Capela, Jorge André revezavam-se no “desperdício” de oportunidades e com o intervalo a aproximar-se ambos os conjuntos já se preparavam para ir para o descanso com um nulo no placard. Engano, puro engano…
Finalmente, o Carvalhos de Figueiredo, numa boa combinação, chegou ao desejado golo, por Jorge André, acabando com a resistência dos visitantes, aos 33 minutos.

Pouco depois o apito soou para o descanso. Resultado acertado, pecando por escasso, mas prémio para o Carvoeiro pelo acerto defensivo.
O resultado poderia ter outra expressão com maior acerto da equipa da casa na hora de rematar. Quebrada a barreira defensiva havia curiosidade para ver a reação no segundo tempo.

O segundo tempo começou, à semelhança do primeiro, com uma enorme perdida da equipa da casa. Jorge André serviu Mário Capela que, deslumbrado pela baliza deserta, rematou ao lado.
Foi preciso chegar aos 42 minutos para ver o guarda redes da casa de novo em ação. Renato Lourenço rematou forte para defesa corajosa de Luís Santos.
Após várias insistências do Carvalhos de Figueiredo, em busca da tranquilidade, o Carvoeiro dispôs de excelente ocasião para empatar, aos 49 minutos, com o guarda redes a sair da sua área e a “dar o peito às balas”.

A equipa da casa esteve sempre mais perto de aumentar a vantagem do que o seu adversário de empatar. Tanto caudal ofensivo iria dar fruto aos 54 minutos quando Mário Capela, assistido por Daniel Nunes, conseguiu o golo da tranquilidade.
O Carvoeiro tentou responder por Filipe Silva que à entrada da área tentou “cavar” uma falta. O árbitro mandou jogar e numa rápida transição apanhou Mandioca em posição privilegiada e não se fez rogado. O remate cruzado entrou no segundo poste aumentando o score e “matando” o jogo.

Com as equipas a acusarem o esforço, mais os visitantes pelo plantel mais curto e pouca preparação, o jogo serenou um pouco e jogou-se mais sobre o meio da quadra em despique individuais, alguns de “alta voltagem”…
Alheio a questíunculas, Jorge André rematou cruzado para defesa de João Carlos com os pés. O esférico ganhou altura e surgiu ao segundo poste Daniel Nunes a marcar de cabeça. Corria o minuto 66, faltando apenas quatro para o final.

Mesmo antes do apito final Gonçalo Duarte ainda enviou uma bola ao poste encerrando as hostilidades sem que o marcador sofresse alterações.
Resultado robusto mas justo, pecando por escasso tal foi o ascendente da equipa do Carvalhos de Figueiredo. O Carvoeiro deu uma excelente lição de como bem defender mas a resistência cessou aos 33 minutos.
Arbitragem sem problemas ou influência no resultado. A equipa de João Venâncio já está apurada e desloca-se a Santarém num jogo importante para a definição do outro finalista da Série.

Ficha do jogo:
ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DE CARVALHOS DE FIGUEIREDO:
Luís Santos, Mário Capela, João Domingos, Jorge André e Diogo.
Suplentes: Paulo Azeitona, Daniel Nunes, Bruno Lima, Bruno Mandioca, Carrão, Gonçalo Duarte, João Venâncio, José Inácio e Mantorras.
Treinador: João Venâncio.

GRUPO DESPORTIVO E RECREATIVO DE CARVOEIRO:
João Carlos, Filipe Silva, Filipe Ferreira, Rui Vicente e Duarte Caetano.
Suplentes: João Ferreira, Telmo Alves, Filipe Santos, Renato Lourenço e Paulo Pires.
Treinador: José Ferreira.

GOLOS: Jorge André, Mário Capela, Mandioca e Daniel Nunes (C.Figueredo).
EQUIPA DE ARBITRAGEM: Tomé Pereira e Cláudio Bica.

No final, como é habitual, fomos ouvir os técnicos de ambas as equipas:
JOÃO VENÂNCIO (C. Figueiredo)

JOSÉ FERREIRA (Carvoeiro)

*Com David Belém Pereira (multimédia).
