A Figueira da Austrália, que faz parte do património vivo dos Jardins da Quinta das Lágrimas, em Santa Clara, Coimbra, conhecida como a Figueira dos Amores, foi eleita Árvore do Ano em Portugal, anunciou a União da Floresta Mediterrânica (UNAC). Em segundo lugar na competição ficou a Oliveira do Mouchão, em Mouriscas, Abrantes.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a UNAC revelou que a Figueira da Austrália, localizada no Jardins da Quinta das Lágrimas, “onde todos os anos é visitada por milhares de pessoas”, é a vencedora da edição nacional do concurso Árvore do Ano, com 2.713 votos.
O concurso que elegeu a Árvore do Ano 2025 registou 17.321 votos, distribuídos entre as dez árvores nacionais candidatas, que incluíam oliveiras, sobreiros, azinheiras, carvalhos e cedros.
Em segundo lugar na competição, ficou a Oliveira do Mouchão (em Mouriscas, Abrantes), com 2.470 votos, e, em terceiro, o Sobreiro Centenário (em Abela, Setúbal), com 2.342 votos.
O caso da oliveira de Mouriscas é peculiar. Muitas vezes nos deparamos com árvores de grande porte, das mais variadas espécies, e tentamos adivinhar a sua história, bem como a sua idade. Em Cascalhos, na freguesia de Mouriscas, concelho de Abrantes, a Oliveira do Mouchão, com quase 3360 anos de existência, é considerada a árvore mais antiga de Portugal, estando presente no ranking do ICNF de Árvores Monumentais de Portugal, sendo considerado exemplar contemporâneo de Cristo. Ficou este ano em 2º lugar, com menos cerca de 250 votos que a ‘Figueira dos Amores’, em Coimbra.
“A Figueira dos Amores vai agora representar Portugal no concurso europeu ‘Tree of the Year’, cujas votações decorrerão ‘online’, no início de 2025”, adiantou a UNAC.

A história da árvore vencedora “remonta ao século XIX, tendo sido então plantada nesta propriedade por um aristocrata colecionador de árvores, na sequência de trocas de sementes com o Jardim Botânico de Sydney”, contou.
Pode ser encontrada no jardim, junto à Fonte dos Amores, cenário do amor lendário do Rei Dom Pedro de Portugal e de Dona Inês de Castro, “onde encanta os visitantes pela dimensão e beleza dos seus ramos, tronco e raízes”.
