O presidente da Junta de Freguesia de Ferreira do Zêzere, Armando Cotrim (PS), afirma tratar-se de um “selo de qualidade” que atesta a “preocupação ambiental” do atuaL executivo, eleito em 2021. “É isso que procuramos nas nossas ações do dia a dia, ter uma atitude verde perante a nossa área geográfica”, sublinha.
Entre as várias ações realizadas e que permitiram à Junta de Freguesia de Ferreira do Zêzere hastear a Bandeira Verde, Armando Cotrim destaca o recurso ao corte manual das ervas, permitindo assim evitar o recurso a herbicidas. “Para isso investimos em maquinaria própria para o assunto, para evitar a utilização desses produtos químicos”, explica.
Em paralelo e junto da população, o executivo procura também promover ações de formação, “fomentando, por exemplo, as artes tradicionais, a apicultura ou outras formas de sustentabilidade”.
“Junto das escolas também procuramos ter ações de formação sempre que seja possível. Ainda há pouco tempo tivemos uma com o Ponto Verde, com a sensibilização para a reciclagem”, recorda o autarca.
Com o objetivo de “fomentar o hábito da sustentabilidade” e de sublinhar as “vantagens de uma alimentação saudável”, a Junta de Freguesia instalou também uma “mini-horta” junto do Centro Escolar de Ferreira do Zêzere.
“Temos aqui várias áreas de intervenção, com este objetivo de ter um atitude verde, sendo que aqui no nosso concelho é a única freguesia com este selo e uma das poucas aqui da nossa região também”, notou.
Atribuído pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), o galardão Bandeira Verde Eco-Freguesias foi entregue a Ferreira do Zêzere em 2023, sendo relativo às ações, projetos e atividades realizadas pela freguesia durante o biénio 2021/22.
Na região do Médio Tejo, Ferreira do Zêzere foi uma das quatro freguesias a receber o galardão, a par com a freguesia de Nª Sª da Piedade, Nª Sª das Misericórdias e Rio de Couros e Casal dos Bernardos, no concelho de Ourém.
Ao nível das vantagens, Armando Cotrim vinca que passam por ter a “bandeira hasteada com o selo Eco-Freguesia e ter uma atitude verde, de sustentabilidade, em que as pessoas olhem para a bandeira ou olhem para o nosso símbolo de Eco-Freguesia e vejam que há uma preocupação com o nosso planeta”.

Neste momento o executivo está a preparar o formulário de candidatura, onde terá de “mostrar evidências do trabalho realizado ao longo do ano de 2024, com as ações que promovemos, mesmo a nível energético na nossa Junta de Freguesia o que é que foi feito”, explica.
Armando Cotrim sublinhou a necessidade de mais apoios a nível ambiental. “Gostávamos que a nível do Fundo Ambiental, houvesse mais apoios para que, mesmo a nível do nosso edifício e é um edifício moderno, mas gostávamos, por exemplo, de colocar painéis fotovoltaicos para ter mais rentabilidade”, sublinha o autarca, acrescentando que o executivo já procedeu também à substituição da iluminação por lâmpadas led.
“É um trabalho contínuo, mas agora nesta candidatura temos de elencar todas as atividades que promovemos junto da população, dos nossos funcionários e da nossa Junta de Freguesia, mostrando sempre evidências, provas daquilo que que fizemos”, conclui.

O Eco-Freguesias XXI é um projeto da ABAE iniciado em 2014, que visa trabalhar com as freguesias no sentido do desenvolvimento de eco-comunidades ou comunidades sustentáveis.
Estrutura-se no desenvolvimento e motivação para a implementação de diversas ações/projetos à escala local, tendencialmente de carácter participado, e que contribuem para a transformação, no sentido de uma comunidade mais sustentável.
Através de uma candidatura bienal que incide sobre 10 indicadores, o Eco-Freguesias XXI procura reconhecer e valorizar o trabalho e o percurso desenvolvido pelas freguesias na construção de territórios e comunidades mais sustentáveis. O reconhecimento deste trabalho é materializado através da atribuição do galardão Bandeira Verde – Eco-Freguesia XXI às freguesias que obtenham um índice superior a 50% na sua candidatura.
“Ser Eco-Freguesia é ser pró-ativa, participativa e informada, incentivando de forma sistemática, integrada e contínua a adoção de práticas de sustentabilidade local, numa lógica de responsabilidade partilhada e assente nas metas e objetivos específicos da Agenda 2030”.
