Presidente da Câmara de Abrantes alerta para risco de derrocada de grandes dimensões no Espinhaço de Cão. Foto: mediotejo,net

A situação na Estrada Nacional 2 (EN2), no troço do Espinhaço de Cão, continua a ser motivo de grande apreensão para o executivo abrantino. Na última reunião de Câmara, Manuel Jorge Valamatos clarificou que o risco atual no local é substancialmente diferente das derrocadas pontuais históricas naquela zona, apontando para a existência de uma fenda e de uma rutura no talude da encosta do castelo que podem provocar uma deslocação de terras de grandes dimensões.

Segundo as informações técnicas recebidas pela autarquia, existe o perigo real de uma “derrocada fortíssima”, o que impede a reabertura total da plataforma rodoviária.

A via, que é a principal ligação entre o centro da cidade e a margem sul, sofreu o impacto das chuvas fortes e persistentes registadas durante o mês de fevereiro, que saturaram os solos e provocaram sucessivos aluimentos.

Após um período de interdição total por motivos de segurança, o troço reabriu de forma parcial e condicionada a 4 de março.

EN2 no Espinhaço de Cão reabriu ao trânsito com circulação alternada. Foto: CMA

Desde então, a circulação faz-se num só sentido e de forma alternada, regulada por semáforos, situação que se mantém sem qualquer previsão de normalização.

“Não estamos a falar daquelas derrocadas pontuais que sempre existiram. Estamos a falar de uma fenda, de uma rutura e de uma fragilidade no talude muito acentuada que as Infraestruturas de Portugal (IP) estão a monitorizar a todo o tempo”, afirmou o autarca.

Chuva persistente provocou muitos aluimentos de terras com parte do troço da EN2 cortado ao trânsito em Abrantes. Foto: arquivo JM

Valamatos foi categórico ao afirmar que, apesar dos fortes constrangimentos no trânsito da cidade, a segurança não será negligenciada: “Jamais pode estar em causa a vida de alguém. Só se abre a estrada quando estiverem garantidas todas as medidas de segurança”.

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

Para resolver o impasse que tem congestionado o centro de Abrantes, especialmente nas horas de maior tráfego, o autarca anunciou que terá, nos próximos dias, uma reunião com o Ministro das Infraestruturas.

O objetivo é exigir a elaboração e execução célere de um projeto capaz de garantir a estabilidade definitiva daquela encosta.

Enquanto a solução estrutural não chega, a Câmara de Abrantes e a IP reforçaram a sinalização no local para tentar desviar os veículos pesados do núcleo urbano.

O processo continua a ser acompanhado de perto pela autarquia, pelo vereador João Gomes e pelos serviços de Proteção Civil Municipal, que mantêm a monitorização contínua de um talude cuja instabilidade ameaça uma das vias mais estratégicas da região.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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4 Comments

  1. Excelente trabalho, o gosto pelo jornalismo vem desde sempre. Lembro me bem, na altura do secundário, o Mário já tinha uma paixão pela escrita. Abraço meu amigo.

  2. A principal ligação do centro da cidade à margem sul!!!!!! Como assim?? O centro já mudou???

  3. Bom dia, então e quanto aos semáforos que então constantemente a ficar sem bateria!! Durante o dia de vez em quando ainda se vê a policia a colmatar essa falha, ontem à 00h30h um dos semáforos estava desligado havia algum trânsito e não estava lá polícia alguma!!

  4. O que se vê na zona centro do país é sintomático do esbanjamento dos fundos públicos por autarcas. Criaram mil associações municipais cheias de cargos para afilhados políticos e com elevados objectivos de paisagem ou cultura. Na realidade, a natureza foi violentamente destruída com incêndios, a água foi vendida com lucro escandaloso e todo o património histórico entrou em derrocada. A s receitas com licenças e a fraca competência técnica dos serviços municipais entraram já em esquecimento muito conveniente. Temos tido sempre este comportamento negligente a roçar o criminoso nas instituições públicas como normal. Chamam-lhe democracia . Uma palavra que em Portugal deve ser substituída por imprecisão matemática que justifica a impunidade de criminosos ou incompetentes. Uma analise de contas a estes autarcas seria exigida por um ministro da cultura competente mas os organismos multiplicaram-se como um vírus para justificar cargos e carguinhos.

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