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O atraso no pagamento do mês de junho aos funcionários da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ferreira do Zêzere gerou um pequena polémica no concelho, que passou pelos órgãos municipais. A associação explica que na origem desta situação estão os frequentes atrasos nos pagamentos da parte das entidades nacionais, por vezes superiores a um ano, como hospitais e mesmo da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Num email dirigido ao mediotejo.net na sequência da notícia da discussão, na reunião camarária de 28 de junho, do atraso previsto no pagamento de ordenados de junho, a direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ferreira do Zêzere fez saber que a instituição “tem (tal como a maioria do género de Associações a nível nacional) tido algumas dificuldades em receber das entidades com as quais trabalha, nomeadamente Hospitais, ARS e até mesmo a Autoridade Nacional Proteção Civil, em alguns casos prazos superiores a um ano“.

Sobre o atraso no pagamento de junho, a direção constata que este terminou a um sábado “e somente no dia útil seguinte foram efectuadas as respectivas transferências bancárias, que atrasou também o referido processo”.

“No entanto e tentando precaver maiores entraves para os nossos funcionários tomamos a liberdade de informar desse pequeno atraso, que pelos vistos tomou uma proporção maior que o universo de trabalhadores desta Associação Humanitária”, refere.

“Aproveitamos a oportunidade para junto das entidades atrás referidas (incluindo o próprio Estado) solicitar a melhor atenção aos prazos de pagamento praticados, uma vez que em alguns casos são impossíveis de aceitar (superiores a um ano)”, termina o referido email.

O mediotejo.net solicitou mais alguns esclarecimentos à associação sobre estes atrasos, questionando também se os pagamentos já se encontravam em dia, não tendo obtido resposta até ao momento. Solicitou também um esclarecimento à ANPC sobre os atrasos nas transferências, da qual também não obteve resposta até à presente data.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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