Exército treina militares e civis para ameaças biológica, química e radiológicas. Foto: Exército

Cerca de 180 efetivos, entre militares e civis, vão treinar, entre 29 de setembro e 3 de outubro, a capacidade de resposta a emergências provocadas por incidentes químicos, biológicos ou radiológicos, num exercício que vai decorrer em vários concelhos do Médio Tejo, anunciou o Exército.

Em comunicado, o Exército informou que o exercício “Celulex”, que se realiza anualmente desde 2012, visa “testar, treinar e reforçar a interoperabilidade do elemento de defesa biológica, química e radiológica” (ElDefBQR), em apoio à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e demais entidades nacionais.

O exercício, organizado pelo Exército português, visa a preparação para incidentes e acidentes envolvendo agentes biológicos, químicos e radiológicos, incluindo situações com engenhos explosivos.

A região do Médio Tejo foi a escolhida, segundo o ramo militar, por “motivos estratégicos, geográficos e de segurança”, devido à presença de “infraestruturas sensíveis, unidades de saúde, proximidade à central nuclear de Almaraz, densidade populacional e importantes vias de comunicação”, rodoviária e ferroviária.

Conduzido a partir do Regimento de Engenharia N.º 1, no Polígono Militar de Tancos, em Vila Nova da Barquinha, o exercício Celulex vai desenvolver-se em três cenários principais, envolvendo ações de resposta a situações distintas.

Um incidente biológico na barragem de Castelo de Bode, a libertação de um agente nervoso numa carruagem da Comboios de Portugal nos estaleiros do Entroncamento, e a aterragem de emergência de uma aeronave transportando fontes radiológicas no Aeródromo Militar de Tancos são os três cenários previstos.

Exército treina militares e civis para ameaças biológica, química e radiológicas. Foto: Exército

Segundo o Exército, está ainda previsto para o dia final do exercício um cenário adicional na Escola D. Maria II, em Vila Nova da Barquinha, destinado à “demonstração das capacidades” do ramo e a “divulgar o trabalho do Exército e das entidades participantes junto de jovens entre 10 e 18 anos, incentivando o interesse pela proteção civil e temas relacionados com defesa BQR”.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a Polícia Judiciária, GNR, PSP, ULS Médio Tejo, Agência Portuguesa do Ambiente, Instituto Superior Técnico, e o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses são algumas das mais de 20 entidades nacionais que participam neste exercício, disse à Lusa o porta-voz do Exército.

O exército espanhol integra o exercício através da Companhia da Brigada de Extremadura e o exército francês enviará observadores, adiantou a mesma fonte.

c/LUSA

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