Exército testa "drones suicidas" no maior exercício de Artilharia do ano. Foto: Exército

O exercício multinacional ‘Strong Impact’ reúne 417 militares em Santa Margarida. Entre 16 e 25 de março, Portugal e aliados da NATO testam capacidades avançadas, culminando com o disparo de fogos reais e a estreia pública de munições cursoras, apelidadas como “drones suicidas”.

O Exército Português está a conduzir o ‘Strong Impact’ 2026, o seu maior exercício anual de Artilharia. A operação, que decorre no Campo Militar de Santa Margarida, no concelho de Constância, destaca-se este ano pela sua vertente multinacional e pela apresentação de tecnologias de vanguarda que definem a estratégia “Força Terrestre 2045”.

Um dos pontos altos do exercício é a demonstração das munições cursoras (Loitering Munitions). Frequentemente apelidadas de “drones suicidas”, estas armas são sistemas aéreos não tripulados que “pairam” sobre uma determinada área à procura de um alvo.

Ao contrário dos mísseis tradicionais, que são disparados contra coordenadas fixas, as munições cursoras permitem ao operador identificar e selecionar o alvo em tempo real. Uma vez designado o objetivo, o drone colide contra ele, detonando a sua carga explosiva. Esta capacidade oferece uma precisão cirúrgica e reduz significativamente o risco de danos colaterais em cenários de combate complexos.

Exército testa “drones suicidas” no maior exercício de Artilharia do ano. Foto: Exército

Sob o comando das Forças Terrestres, a edição de 2026 mobiliza um contingente total de 417 militares, contando com a participação maioritária de 320 militares do Exército Português, aos quais se juntam 91 militares do Exército do Reino de Espanha, quatro do Exército de França e ainda dois observadores oficiais do Exército da Roménia.

O encerramento do exercício, agendado para o dia 25 de março, contará com uma sessão de fogos reais. Nesta demonstração, serão integrados todos os sistemas de armas das Unidades de Artilharia de Campanha e Antiaérea, operando em conjunto com sistemas aéreos não tripulados (drones) de vigilância e as novas munições cursoras.

O objetivo central do ‘Strong Impact’ é garantir que as forças de artilharia portuguesas e os seus aliados da NATO mantêm os mais elevados padrões de prontidão operacional e interoperabilidade técnica face aos novos desafios da guerra moderna.

Exército testa “drones suicidas” no maior exercício de Artilharia do ano. Foto: Exército

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) é uma aliança política e militar intergovernamental estabelecida para garantir a liberdade e a segurança dos seus membros através de meios políticos e militares.

Constituída a 4 de abril de 1949 com a assinatura do Tratado de Washington, a Aliança conta atualmente com 32 países membros da Europa e da América do Norte. Portugal é um dos 12 membros fundadores da organização, integrando-a desde a sua criação em 1949.

Ao longo das décadas, o país tem participado ativamente em diversas missões internacionais sob a égide da NATO, com destaque para as operações de manutenção de paz nos Balcãs (KFOR no Kosovo), a missão ISAF e a “Apoio Decisivo” no Afeganistão, além de missões de policiamento aéreo nos Estados Bálticos e a atual presença reforçada no flanco leste europeu, reafirmando o compromisso nacional com a defesa coletiva e a estabilidade transatlântica.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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