António Filipe. Foto: DR

Os antigos deputados comunistas António Filipe e Duarte Alves assumiram funções como assessores do grupo parlamentar do PCP, depois de falharem a reeleição nas legislativas de 30 de janeiro, foi publicado em Diário da República.

De acordo com um despacho de 29 de março, publicado no dia 19 de abril no DR, os dirigentes do PCP António Filipe e Duarte Alves, ambos deputados durante a última legislatura, constam da lista de nomeações feita pela líder da bancada, Paula Santos, assumindo desde esse dia as funções de assessores.

António Filipe era deputado desde a V Legislatura (eleito pelo círculo eleitoral de Lisboa entre a V e X legislaturas e por Santarém desde então). O jurista de 59 anos foi vice-presidente da Assembleia da República, inclusive durante a última legislatura, e integrou várias comissões parlamentares ao longo dos anos, nomeadamente as comissões de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, e de Defesa Nacional, durante a XIII Legislatura.

O também membro do Comité Central do PCP é professor na Universidade Europeia desde 2012.

António Filipe era o cabeça de lista pela Coligação Democrática Unitária (CDU), que integra o PCP e o PEV, por Santarém e falhou a reeleição nas eleições legislativas de 30 de janeiro.

Duarte Alves, de 31 anos, foi deputado durante as XIII e XIV legislaturas, eleito pelo círculo eleitoral de Lisboa.

Licenciado em economia, Duarte Alves era o ‘número três’ pelo círculo eleitoral de Lisboa e falhou a reeleição pelo distrito da capital, onde a CDU apenas elegeu dois deputados, o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, e a dirigente do PCP Alma Rivera.

Duarte Alves pertenceu às comissões de Orçamento e Finanças, e Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação. O ex-deputado também integrou a Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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