O contrato da empreitada de “Construção do Sistema de Abastecimento e Completamento do Sistema de Águas Residuais do Entroncamento” foi assinado esta quinta-feira, dia 12, nos Paços do Concelho. O arranque das obras, com orçamento na ordem dos 1,9 milhões de euros e duração de cerca de ano e meio, está previsto para o próximo mês de setembro e inclui a construção de um reservatório novo na Quinta da Capela e a desativação das antigas ETARs.
Jorge Faria, presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, recebeu José Sardinha, presidente da Águas do Vale do Tejo, e Mário Correia, presidente da ECOEDIFICA – Ambiente e Construções S.A., para a cerimónia no Salão Nobre em que foi firmado o documento entre estas entidades no âmbito da empreitada que envolve a construção do sistema de abastecimento e o completamento do sistema de águas residuais do concelho.
O município não é parte integrante neste processo, todavia, o autarca destacou o papel do município no sentido de ser cumprido o prazo estipulado de 575 para a conclusão da empreitada. As obras, orçamentadas em 1,9 milhões de euros e cujo início está previsto para o próximo mês de setembro, terão impacto direto nas rotinas do Entroncamento, salientou, e serão sentidas nas ruas da cidade e nas torneiras da população durante este período.

A empreitada contempla a construção de um novo reservatório elevado com 21,5 metros de altura e 600 m3 de capacidade na Quinta da Capela, assim como de uma conduta adutora com cerca de 4.800 metros de comprimento que o vai ligar ao do Casal do Grilo, atravessando o Adutor da EPAL (Castelo de Bode), a A23, a Ribeira de Santa Catarina e a linhas ferroviárias do Norte e da Beira Baixa.
Está, igualmente, prevista a reabilitação dos Furos AC5 e AC6, com ligações à nova conduta adutora incluídas.
No que respeita ao sistema de saneamento, o projeto apresentado por Barnabé Pisco durante a cerimónia implica a construção de um novo coletor de águas residuais com cerca de 470 metros de comprimento que engloba a execução de caixas de visita e a travessia da Ribeira de Santa Catarina.
O vogal da Águas do Vale do Tejo destacou ainda a vertente ecológica e inovadora associada à desativação da antiga ETAR e a sua Estação Elevatória inicial e da ETAR da Zona Industrial e Logística de Riachos e do Entroncamento, ambas substituídas pela ETAR inaugurada no ano passado.
