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Ainda a propósito da celebração de mais um Dia Internacional da Mulher no passado dia 8, considero que este é o melhor exemplo que prova que, apesar de todo o caminho percorrido, temos muito espaço para evoluir socialmente dado que ainda não vivemos num mundo justo, equilibrado e onde os seres humanos ainda não são tratados de forma igual… apesar de, às vezes, parecer que já vivemos numa prática de igualdade de género.

Não confundamos igualdade com semelhança. Uma mulher não é igual a um homem nem nunca o será… e ainda bem, acrescento eu, mas tem direito a uma igualdade de tratamento, de direitos e de oportunidades. Mas com frequência a realidade diz-nos que não é assim porque ainda vivemos numa sociedade demasiado conservadora, muito masculina e excessivamente machista.

Não quero ir por um caminho que nos leve a um beco sem saída, com base numa discussão estéril numa lógica de avaliação de superioridade de género.

Homens e mulheres têm a sua importância e o peso dessa importância é o mesmo em termos sociais. Afirmo-o sem qualquer tipo de demagogia, mas às vezes acho que os principais interessados nesta igualdade de género são os primeiros a confundir esse conceito quando não entendem que esta igualdade tem que ser afirmada pelas diferenças.

Bem sei que o preconceito existe e que a desconfiança é latente mas tenho dúvidas que um e outra sejam erradicados com comportamentos que se focam na cópia ou na semelhança.

Há ainda um longo caminho a percorrer para que a desigualdade de género que ainda vivemos se transforme verdadeiramente numa igualdade de género, mas quando esse dia chegar viveremos numa sociedade evoluída, justa e equilibrada.

Apetece-me mesmo afirmar que quando esse dia chegar deixará de fazer sentido a celebração do Dia Internacional da Mulher passando a ser mais lógico a celebração do Dia Internacional do Ser Humano.

Apesar de todos os indicadores no presente apontarem em sentido contrário, tenho esperança que os netos dos meus netos, um dia, o cheguem a celebrar!

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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