Ano novo, vida nova. Curiosamente, a pandemia e as incertezas à sua volta, alteraram este tradicional pensamento de início de ano. É que a pandemia não acabou, antes pelo contrário está ainda a preocupar-nos muito. O uso da máscara, do gel desinfetante e o afastamento social mantém-se, as iniciativas culturais em palco deverão continuar em baixa escala ou canceladas, as festas de verão são uma incógnita, o trabalho continua a ser preferencialmente à distância, etc..
De facto, o que muda? Apenas o calendário. Um dia é 2020 e o outro é 2021. Continuamos com os mesmos hábitos e comportamentos.
Bem, talvez alguma coisa possa mudar e isso só depende de cada um. E falo de cidadania e responsabilidade para com o outro.
No último dia do ano, o Sardoal acordou com nevoeiro cerrado. E foi estranho constatar que a maioria dos automobilistas circulavam de luzes apagadas, todas, já nem refiro às especiais para nevoeiro, falo de todas, (os automóveis recentes ainda têm aquelas luzes de presença à frente mas atrás, nada).
Era tão bom e tão desejável que nós soubéssemos conviver em espaço público com o outro, sinalizar as manobras (sobretudo nas rotundas), ser gentil quando já estamos a meio de uma manobra e somos obrigados a voltar atrás porque o outro automobilista não cede uns segundos, olhar pelos espelhos para fazer as manobras, não conduzir “em cima” do automobilista da frente, etc. etc, etc.
Bem, nunca é tarde, vamos lá ver quanto tempo precisamos para deixarmos de pensar que a estrada foi feita só para nós.
Um bom e feliz 2021.
