Orlando Ferreira da Rodoviária do Tejo disse, no Sardoal, que o que falta na região é gente.
Isto a propósito da discussão sobre o Transporte Flexível e Soluções de Mobilidade, debate promovido pela revista Transportes e que se realizou no Centro Cultural Gil Vicente, no passado dia 4 de outubro.
Referiu também que com a proximidade dos três hospitais da região, Abrantes, Tomar e Torres Novas, a Rodoviária do Tejo criou uma carreira entre eles e que ao fim de um ano foi extinta. O autocarro andava vazio de um lado para o outro.
No mesmo painel, Maria do Céu Albuquerque, em representação da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (também presidente da Câmara Municipal de Abrantes) referia que tem um problema muito grande em mãos em Abrantes, o do transito junto à Escola Dr. Manuel Fernandes, onde, numa rua sem saída e duas vezes ao dia, não se consegue circular pela quantidade de automóveis particulares que ali de deslocam, provocando o caos ao mesmo tempo que os autocarros andam quase vazios.
Sabemos que uma coisa leva a outra e que um problema pode ter várias soluções e uma solução pode ter vários problemas mas assim, além de desabitado e envelhecido, o interior corre alguns riscos de não se conseguir afirmar como uma opção séria de desenvolvimento a todos os que ainda pensam voltar um dia ou aos que pensam em fugir da vida agitada das cidades para o interior.
(Sardoal, Rua Gil Vicente, fevereiro de 2018)
