Cristina Daniel inaugura em Mação mostra de 20 anos de pintura

Este sábado, 9 de novembro, a Galeria Carlos Saramago, do Centro Cultural Elvino Pereira, inaugura a exposição “7 Vidas, 20 Anos de pintura”, da artista plástica Cristina Daniel. Natural de Mação, a artista inaugura às 16h30 uma mostra que assinala duas décadas de dedicação à arte. A exposição ficará patente ao público até 30 de novembro.

Cristina Daniel nasceu em Mação, vila no interior centro de Portugal, em junho de 1976, tendo passado os primeiros anos entre a sede de concelho e a freguesia de Ortiga, à beira Tejo, onde tem raízes profundas. O gosto pelas artes começou muito cedo, desde que se conhece como gente.

Em 1991 foi residir para a área de Coimbra, com a mãe e a irmã. As saudades da terra natal e dos que lá deixou manifestam-se de forma intensa nos seus desenhos a carvão, pinturas a guache e poemas que brotam nesse período.

Com inquietude de saber, frequenta em 1995 e 1996, o Atelier de Artes Decorativas ISA, na baixa da cidade, tendo contacto com várias técnicas e materiais que viria mais tarde a utilizar nas suas telas.

O ano de 1998 marca o início de mais duas décadas dedicadas à área da Decoração de Interiores, o que contribui para a dimensão estética dos seus trabalhos.

Inicia oficialmente, em 2004, a sua atividade enquanto Artista Plástica. Nesse período conjugou várias técnicas e materiais como raízes; galhos; tecidos, areia; conchas, etc., fazendo fusão entre a pintura em tela e as artes decorativas, construindo quadros de formas e tamanhos menos habituais, característica que tem mantido ao longo do tempo.

Em 2013, frequenta aulas de pintura com o artista Ray Lima Viana, no Algarve, onde descobre a pintura a óleo, assiste-se então a um renascimento, o reencontro consigo própria e com a sua arte. É o começo de um novo período.

Desde então tem produzido dezenas de telas, maioritariamente óleos, e tem participado em várias exposições individuais e coletivas, estando os seus trabalhos presentes em diversas coleções particulares tanto em Portugal como no estrangeiro.

Nos seus trabalhos sentimos um forte cunho expressionista. Divididos em várias séries, parecem ser pintados por artistas diferentes, lembrando Fernando Pessoa e os seus heterónimos. A sua arte é intuitiva, é o reflexo do seu estado de alma, da procura, da dúvida, do encontro e desencontro, do amor, da dor, do êxtase e da desilusão.

Os temas retratados, de aparente simplicidade, escondem detalhes que contam uma história, cada pincelada tem um significado e são vários os trabalhos com detalhes de luminescência, detalhes esses que apenas podem ser vistos no escuro.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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