Crematório de Almeirim abre esta segunda-feira com gestão municipal. Foto: CMA

O Crematório Municipal de Almeirim, a primeira estrutura do género no distrito de Santarém, vai entrar em funcionamento esta segunda-feira, anunciou o presidente do município. Mais dois crematórios estão a ser construídos, em Santarém e no Entroncamento, ambos resultantes de investimentos privados, e prevê-se a entrada em funcionamento ainda este ano.

Representando um investimento de cerca de 500 mil euros, o crematório de Almerim vai ser gerido pela Junta de Freguesia local, tendo a sua conclusão sido “acelerada”, por não haver na região este tipo de resposta e por, face à atual pandemia, ser a mais recomendada para óbitos provocados pelo novo coronavirus, salienta o presidente da Câmara Municipal, Pedro Ribeiro.

A entrada em funcionamento do crematório foi assinalada numa cerimónia simbólica realizada no sábado, que contou com a presença de autarcas e para a qual convidou o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, nomeado pelo Governo para coordenar a resposta à pandemia na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Para o autarca, a inexistência de capacidade de cremação na região, levando “familiares e amigos a fazer muitos quilómetros ou a esperar, por vezes, mais dias do que a lei impõe”, tem prolongado “os momentos de dor, associados ao falecimento” de um ente querido.

O Crematório Municipal de Almeirim, a primeira estrutura do género no distrito de Santarém, vai entrar em funcionamento na próxima segunda-feira. Foto: CMA

O crematório de Almeirim é o primeiro a entrar em funcionamento dos três que estão a avançar na região, sendo o único que optou por entregar a exploração à Junta de Freguesia de Almeirim, que gere o cemitério e que irá pagando ao município o investimento realizado a partir dos lucros obtidos.

Os outros dois crematórios estão a ser construídos em Santarém e no Entroncamento, ambos resultantes de investimentos privados.

Num investimento de cerca de 700.000 euros, o crematório do Entroncamento deverá estar concluído no final de junho e o de Santarém, com um custo total da ordem dos 850.000 euros, tem conclusão prevista para o início de setembro.

c/LUSA

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Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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