Pavilhão de Macau, um dos ícones do Jardim-Horto de Camões. Foto: Joana R Santos/mediotejo.net

Constância assinala o Dia Mundial do Turismo na quarta-feira, dia 27 de setembro, com entradas gratuitas no Museu dos Rios e das Artes Marítimas e no Jardim Horto de Camões.

Com esta iniciativa o Município e a Associação Casa-Memória de Camões pretendem promover dois espaços emblemáticos da vila, nomeadamente o património ligado aos rios e às artes marítimas e a cultura camoniana.

Museu dos Rios e das Artes Marítimas

A celebrar os seus 25 Anos, o Museu dos Rios e das Artes Marítimas tem por missão recolher, estudar, valorizar e divulgar a memória dos tempos em que Constância era um dos mais importantes portos do Médio Tejo e a sua economia assentava no transporte fluvial, na construção e reparação navais, no comércio e na pesca.

A presença de um barco em construção no Museu dos Rios e das Artes Marítimas pretende elucidar sobre o trabalho num estaleiro a céu aberto onde as embarcações eram construídas e reparadas. Imagem: mediotejo.net

Estas atividades, bem como a Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, organizada pelos marítimos da vila todos os anos pela Páscoa, estão documentadas nos diversos núcleos da exposição permanente do Museu, através de miniaturas de barcos, redes de pesca, objetos de uso quotidiano, utensílios, ferramentas, fotografias e uma pequena oficina de calafate com um barco em fase de construção inicial.

Muito visitado por turistas e alunos das escolas, o Museu dos Rios e das Artes Marítimas proporciona uma viagem ao encontro de uma Constância diferente da que conhecemos hoje, com uma outra relação com os rios que lhe marcaram o sítio onde nasceu e cresceu.

Jardim-Horto de Camões

O Jardim-Horto, desenhado por Gonçalo Ribeiro Teles, foi inaugurado pelo Presidente da República, Mário Soares, em 1990. Reúne grande parte da flora referida por Camões na sua obra, num total de 52 espécies.

No seu interior o visitante pode apreciar ainda o Jardim de Macau, o Planetário de Ptolomeu no Auditório ao ar livre e um painel de azulejos que apresenta as partes do mundo que Camões percorreu, de Lisboa a Macau, passando por África e pela Índia.

Jardim Horto, em Constância. Foto: Joana R Santos/mediotejo.net

A enorme esfera armilar, a maior de Portugal, assinala os 500 anos dos Descobrimentos Portugueses, que o épico imortalizou em Os Lusíadas, e o caráter universalista da nossa cultura. É um dos mais vivos e singulares monumentos erguidos no mundo a um poeta.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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