O que enumero a seguir não é da minha responsabilidade mas tem a minha total concordância. Enumero-o como forma de consciencialização porque para termos direitos não nos podemos esquecer que também temos deveres.
1. Compreender os limites da liberdade individual;
2. Comportar-se de forma solidária com os que o rodeiam;
3. Participar em ações ou campanhas de solidariedade;
4. Orientar as suas atitudes pelo respeito por si e pelos outros;
5. Valorizar a importância da amizade;
6. Atuar com honestidade e lealdade;
7. Valorizar a justiça;
8. Fazer juízos valorativos;
9. Antecipar, ao nível moral, as consequências dos seus atos;
10. Resolver dilemas morais;
11. Avaliar criticamente atitudes e mensagens, à luz dos valores;
12. Aceitar diferentes credos e formas de viver;
13. Avaliar e defender o respeito pelos Direitos Humanos;
14. Relacionar criticamente progresso e dignificação do Homem.
Estes são princípios básicos de cidadania que deveriam ser, para todos nós, conceitos presentes na nossa forma de interagir em sociedade. O respeito pelos valores, pelas instituições, pelas pessoas e pelo espaço comum deveriam ser princípios assimilados e tão naturais como respirar, mas aquilo a que assistimos diariamente contraria tudo o que escrevi anteriormente.
Quando vejo carros a circular nas autoestradas na faixa do meio ou na faixa da esquerda com a faixa da direita desobstruída, quando assisto a manobras “pseudo-espertas” de quem quer ser atendido à frente de quem chegou antes, quando oiço histórias de quem moveu influências devido a conhecimentos pessoais para passar os seus processos à frente dos que já lá estavam, quando presencio cenas de condutores que propositadamente “disparam” semáforos controlados por velocidade, quando assisto a ofensas pessoais para se atingirem determinados objetivos que deviam ser perseguidos com elevação e respeito na argumentação, quando percebo que é aceite com alguma normalidade que se agridam professores, se desrespeitem as autoridades e se matem pessoas com uma frequência cada vez mais assustadora… chego a pensar que a moda é a subversão de todos os valores que deviam fazer de nós melhores cidadãos.
Mas não, recuso-me a aceitá-lo. Não é, nem nunca poderá ser moda o desrespeito por estes valores e todos nós somos responsáveis por sermos melhores pessoas e por formarmos melhores pessoas.
Não nos podemos demitir das nossas responsabilidades individuais e sempre que possível devemos contagiar positivamente quem connosco interage… e para começar é simples, basta respeitar os valores enunciados anteriormente, porque a única forma que temos para ser uma referência positiva, é dando o exemplo!
