Cheias do Tejo deixam cerca de 60 vias submersas no distrito de Santarém. Foto: Ricardo Escada

O Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo indicou que a precipitação intensa e as descargas das barragens espanholas estão a provocar uma subida significativa dos caudais do Tejo e afluentes, mantendo o Plano Especial de Emergência em nível amarelo e deixando cerca de seis dezenas de vias condicionadas, submersas ou interditas em vários concelhos do distrito de Santarém.

A Proteção Civil alerta que os caudais deverão continuar a aumentar nas próximas horas, podendo agravar o galgamento do leito do rio e provocar novas inundações, deslizamentos de terras, arrastamento de objetos para as estradas e piso rodoviário escorregadio.

As autoridades aconselham a retirada de bens e animais das zonas inundáveis, a não atravessar estradas alagadas e a manter-se informado através dos canais oficiais.

Ponto de situação no distrito de Santarém – 12h00 – Proteção Civil

No concelho de Coruche, estão submersos o desvio à Ponte da Escusa, a passagem de Entre-Águas, as ligações entre a EN114 e EN251 (Estrada das Meias) e entre a EN114-3 e EN119 (Estrada da Amieira), havendo ainda galgamento da margem esquerda do rio Sorraia.

No Cartaxo, encontram-se submersas a EN114-2 entre Setil e a Ponte do Reguengo, a EN3-2 entre Reguengo e Valada e a rua Prof. Fernando Jaime Soares da Costa, em Vila Chã de Ourique.

Em Santarém, há múltiplos pontos afetados, incluindo as pontes de Alcaides, Celeiro, Alviela e Pernes, troços da EN114-2, EN365 e EM1348, o cais da Ribeira de Santarém, arruamentos em Perofilho, Alfange, Azóia de Baixo, Casais da Charruada, Vale de Figueira e Pernes, além de cedência de talude em Alfange.

Na Golegã, estão submersas a CM1 (Estrada dos Lázaros) e a ponte do Alviela, com campos agrícolas inundados na Golegã, Azinhaga e Pombalinho, condicionamento na Estrada da Cholda e risco estrutural na EM572, entre São Caetano, Quinta da Cardiga e Vila Nova da Barquinha.

Em Salvaterra de Magos, registam-se submersões na Estrada do Paul, na ligação entre Marinhais e Foros de Salvaterra, na Rua da Caseta e na estrada do Massapez.

No concelho de Rio Maior, estão interditos ou inundados vários caminhos municipais e arruamentos em Lobo Morto, Pé da Serra, São João da Ribeira, Valbom, Assentiz, Arruda dos Pisões, Malaqueijo, Ribeira de São João e Marmeleira, incluindo pontes e vias locais.

Em Alpiarça, estão cortadas a EN368, a EM1391, a EM1369 e a estrada rural junto à ETAR Almeirim/Alpiarça.

Na Azambuja, há vias submersas em Maçussa, Virtudes, na EN3-2 entre Azambuja e Valada e problemas de taludes em Vila Nova da Rainha.

Em Benavente, está submersa a EM1456 entre Benavente e a Reta do Cabo.

Em Almeirim, encontram-se cortados dois troços da ER A2, entre Benfica do Ribatejo, EN114 e EN368.

Em Constância, o parque de estacionamento junto à praia fluvial do Zêzere voltou a ficar submerso devido ao aumento dos caudais do rio Zêzere e do Tejo provocados pela tempestade e cheias.

Em Abrantes, embora não se registem cortes significativos de vias, a Proteção Civil refere a submersão da estação de canoagem em Alvega, e a vigilância às zonas ribeirinhas tem sido reforçada face à previsão de manutenção de caudais elevados nos próximos dias.

Em Torres Novas, está submersa a EM570 e a Quinta do Paul do Boquilobo encontra-se isolada devido ao galgamento do rio Almonda.

Por fim, em Vila Nova da Barquinha, estão interditos o cais do Almourol, o parque ribeirinho e um troço da EN3 entre a Praia do Ribatejo e a Fonte Santa.

O Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo ativou no sábado, dia 24 de janeiro, o nível amarelo o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *