Chega destaca crescimento no distrito de Santarém. Foto: Chega

O presidente do Chega apelou à mobilização do eleitorado de Santarém, lembrando que, nas últimas legislativas, o partido alcançou na região um resultado “surpreendente”, com a eleição de três deputados, o que justifica agora a ambição de vencer no distrito nas eleições de 18 de maio. O cabeça de lista é o atual deputado Pedro Correia.

“As sondagens que temos indicam que estamos a disputar com a AD a vitória em Santarém. Uma vitória aqui teria um impacto expressivo a nível nacional”, defendeu André Ventura, referindo que este distrito tem “um papel central” na consolidação do partido a nível nacional.

A lista pelo círculo eleitoral de Santarém, liderada pelo deputado Pedro Correia, inclui ainda nomes como José Dotti (presidente da distrital do Chega), Catarina Salgueiro (candidata do Chega à Câmara de Almeirim) e Frederico Antunes (deputado do Chega em Oeiras). A mandatária da candidatura é Manuela Estevão, de Santarém.

Pedro Correia é o cabeça de lista do Chega pelo distrito de Santarém. Foto: DR

Segundo o presidente da distrital, José Dotti, o objetivo do partido é ganhar o distrito de Santarém, relembrado que nas eleições de 2024 o Chega conseguiu vencer em Salvaterra de Magos e em Benavente.

“Temos como objetivo ganhar o distrito de Santarém. Se olharmos para os resultados das legislativas de 2022 e 2024, é algo que nós devemos aceitar como um objetivo e um desafio que está ao nosso alcance”, afirmou, apontando à eleição de quatro deputados no total dos votos nos 21 concelhos do distrito.

Chega quer vencer as eleições no distrito de Santarém. Foto: Chega

ÁUDIO | JOSÉ DOTTI, PRESIDENTE DISTRITAL DO CHEGA SANTARÉM;

O distrito de Santarém elegeu o ano passado 9 deputados para a Assembleia da República. Nas eleições de 2024, o PS obteve 27,85% dos votos, a Aliança Democrática (PSD/CDS-PP/PPM) alcançou 27,28%, e o CHEGA obteve 23,32% dos votos, com cada uma dessas forças elegendo três deputados.

Ventura diz que Chega tem “tolerância zero” a corruptos que PS e PSD premeiam

O líder do Chega, André Ventura, acusou em Santarém o PS e o PSD de “hipocrisia” e de premiarem “quem é corrupto”, defendendo que o Chega é o único partido com “tolerância zero” face à corrupção, “comprometido com a ética e o interesse público”.

Num evento na sede distrital do partido, no dia 6 de abril, na apresentação da lista dos candidatos pelo círculo de Santarém para as legislativas de 18 de maio, Ventura afirmou que as listas do Chega, ao contrário das do PS e PSD, são “absolutamente intolerantes face à corrupção”.

“Enquanto no PS e no PSD quem é corrupto é premiado, no Chega, se isso acontecer, é afastado e expulso. Essa é a diferença”, declarou Ventura, defendendo que o Chega é o único partido com “tolerância zero” face à corrupção e “comprometido com a ética e o interesse público”.

O líder do Chega criticou o programa eleitoral do PS, destacando a proposta de IVA zero no cabaz alimentar, medida que o Chega tentou aprovar em 2023, mas que na altura foi rejeitada pelos socialistas.

“O que é que mudou de há um ano e seis meses para agora? Nada. Só se mantém uma coisa: é a falta de vergonha na cara do Partido Socialista nestas eleições”, afirmou.

Ventura criticou também medidas recentemente anunciadas pelo PS, como a atribuição de 500 euros às crianças e o fim de algumas portagens alegando que durante oito anos de governação socialista estas medidas nunca foram colocadas em prática.

“Não podemos pensar que a alternativa ao PSD tem que ser o PS. Porque quem governou durante oito anos e não fez nada daquilo que está a prometer fazer agora, temos que ter a devida suspeita que só o está a fazer por puro eleitoralismo”, afirmou.

Relativamente ao atual executivo da Aliança Democrática, o líder do Chega afirmou que este “não governou bem” e deixou duras críticas à conduta do primeiro-ministro, referindo que tem explicações a dar sobre o seu património.

“Temos um primeiro-ministro que enriqueceu miraculosamente. Constrói palácios e compra casas. O problema é que um político tem deveres acrescidos sobre os restantes cidadãos e tem que explicar como é que o património que lhe vem do exercício da atividade pública permite aquele tipo de coisas”, afirmou, considerando que “ou queremos ser primeiro-ministro a tempo inteiro ou somos primeiro-ministro a part-time”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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