Pinheiro Grande desafia habitantes a cultivar abóboras e cabaças. Foto: DR

“Abóboras n’Aldeia Antiga” é o título de uma iniciativa a realizar na localidade de Pinheiro Grande, concelho da Chamusca, de 19 a 21 de novembro, no Largo Bernardino José Monteiro. O cartaz do evento anuncia “exposição, troca de abóboras e seus derivados, partilha de experiências no seu cultivo e as suas diversas utilizações, e artesanato”.

O objetivo é divulgar as diversas utilidades da abóbora e para isso foi lançado o desafio aos habitantes para que, antecipadamente, semeassem e cultivassem as suas próprias abóboras e cabaças. Quem organiza é a ADAP – Associação de Desenvolvimento da Aldeia de Pinheiro Grande e as Associações das organizações das Verbenas. 

A abóbora, fruto da aboboreira, existe em diversas formas e feitios, porque é uma espécie de polinização cruzada. Desde os tempos imemoriais que a abóbora faz parte da alimentação das pessoas e dos animais. Pelas suas características é um alimento rico em vários nutrientes, sendo também valorizada pelas suas propriedades medicinais, nomeadamente as suas sementes.

Outra das suas características é a durabilidade. Pode estar vários meses à temperatura ambiente, sem que para isso sejam necessários cuidados especiais, o que fez com que, antigamente, fosse uma fonte de subsistência bastante utilizada.

Pela sua beleza e diversidade, tem sido também utilizada como objeto decorativo e utilitário. Todos nós já vimos “abóboras/cabaças” como objetos decorativos. E quem não se lembra, ou ouviu falar, de os Pastores e os Homens do Campo as utilizarem para transportar a bebida que os acompanhava durante o dia de trabalho?

Na abóbora tudo se transforma e aproveita: a casca, o miolo e as pevides. De cultura fácil, na nossa região, são cultivadas ao ar livre, em cultura de Primavera/Verão e colheita no Outono.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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