Nuno Mira apresenta candidatura à Câmara da Chamusca em jantar com 250 pessoas. Créditos: PS

Nuno Mira apresentou, na noite de quarta-feira, dia 18 de junho, a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal da Chamusca pelo Partido Socialista (PS). A apresentação decorreu num jantar que reuniu cerca de 250 apoiantes e contou com a presença de várias figuras de destaque do PS, entre as quais Mariana Vieira da Silva, ex-ministra da Presidência.

Durante a apresentação, Mariana Vieira da Silva destacou o papel do anterior Governo do PS em investimentos como o novo Centro de Saúde e a requalificação das escolas da Chamusca. Hugo Costa, presidente da Federação Distrital do PS, elogiou as competências técnicas de Nuno Mira. Nuno Marques, candidato independente à presidência da Assembleia Municipal, expressou a confiança no projeto e na equipa. Nuno Mira encerrou as intervenções, apresentando algumas propostas para o futuro do concelho.

Entre as propostas apresentadas incluem-se a criação de habitação a custos controlados com recurso a fundos comunitários, o avanço do loteamento habitacional da Parreira, a dinamização e ampliação da Zona de Atividades Económicas e a criação de um polo de start-ups no Edifício da Zona Agrária. Está igualmente prevista a implementação de um gabinete de acompanhamento ao Eco Parque do Relvão, com o objetivo de reforçar a fiscalização ambiental e melhorar os acessos à zona industrial.

No plano social e das infraestruturas, propõe-se a construção do Pavilhão Multiusos da Carregueira, a criação de um ginásio e de um campo de pádel, bem como o reforço de creches no concelho. A instalação de um multibanco na freguesia do Pinheiro Grande também está contemplada.

Em termos de mobilidade, educação e saúde, a candidatura defende a melhoria das ligações entre freguesias através da nova empresa de transportes intermunicipal, o alargamento das ofertas de formação profissional e o compromisso com a disponibilidade de médicos para a população.

No apoio ao associativismo destaca a criação de um gabinete para apoio às candidaturas a programas nacionais e comunitários.

No domínio cultural, propõe a valorização das tradições da Chamusca, como a tauromaquia, os ranchos folclóricos e o fado, assim como a preservação do património edificado e religioso do concelho, dando o exemplo do edifício do Clube Agrícola, que refere “não pode ser deixado cair”.

Na área do turismo, está prevista a criação de um posto de turismo e o desenvolvimento de um projeto ribeirinho para promover a fruição do rio Tejo.

Nuno Mira apresentou ainda os nomes que integram a sua lista à Câmara Municipal, destacando-se Rui Ferreira, atual vereador socialista, como número dois da candidatura, Lisete Fidalgo, técnica superior de intervenção social, responsável por projetos de envelhecimento ativo e intervenção comunitária, como número três, e Bruno Oliveira, atual presidente da Junta de Freguesia da Parreira e Chouto, como número quatro.

No encerramento da apresentação, Nuno Mira deixou uma mensagem de unidade e confiança: “Juntos, com coragem, dedicação e trabalho, vamos devolver à Chamusca o orgulho de ser um concelho com ambição, com identidade e com futuro”.

No evento estiveram também presentes os presidentes das câmaras municipais de Almeirim, Pedro Ribeiro, de Alpiarça, Sónia Sanfona, de Ferreira do Zêzere, Bruno Gomes, e de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire, entre outros.

O executivo da Câmara da Chamusca é atualmente composto por três eleitos do PS, um da CDU e um do PPD/CDS-PP.

Para além da candidatura do PS, já foi anunciado também que Rui Martinho, atual presidente da União das Freguesias da Chamusca e Pinheiro Grande, lidera a candidatura de movimento independente “Primeiro a nossa terra” à Câmara da Chamusca, ao passo que a vereadora Gisela Matias vai liderar a lista da CDU e o PSD volta a apostar no vereador Tiago Prestes.

As eleições autárquicas devem acontecer entre setembro e outubro deste ano.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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