Hospital de Abrantes, do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT). Foto: mediotejo.net

“Diariamente a Unidade de Abrantes está a dar assistência a 200/ 250 episódios de urgência, um acréscimo de cerca de 15% a 20% dos atendimentos diários”, referiu fonte do CHMT, em resposta enviadas ao mediotejo.net, tem feito notar que “este pico assistencial, comum a quase todos os hospitais do SNS neste momento, significa que haja maiores dificuldades no atendimento telefónico dedicado às informações dos utentes: mais utentes, mais informações a prestar”.

“Para agravar a situação”, acrescenta, “geralmente, por utente, telefona mais do que um acompanhante ou familiar, tornando-se muito difícil chegar a todos, ou retornar todas as chamadas que são efetuadas, quando estamos a falar de 250 pessoas por dia que procuram esta linha”.

O CHMT lembra que, no entanto, “há alternativas seguras para obter o ponto de situação sobre o doente”, nomeadamente o atendimento presencial, das 12h00 às 13h00 (mediante preenchimento de um impresso na área de admissão de doentes), ou mesmo as visitas ao doente, que são permitidas na UMC de Abrantes, das 18h00 às 20h00 (no máximo duas pessoas, uma de cada vez, durante 10 minutos).

O centro hospitalar, presidido por Casimiro Ramos, refere ainda que, neste momento, “o acompanhante designado pelo utente recebe mensagens sobre o estado de saúde do seu familiar”, informando se foi triado, se está a fazer exames, se foi internado, ou se tem indicação para cirurgia, por exemplo.

O CHMT reporta ainda nas informações enviadas ao mediotejo.net que “a UMC de Abrantes está a registar um aumento das pulseiras “azuis” e “verdes” – atribuídos pelo método da Triagem de Manchester e que configuram casos não emergentes, que podem ter resposta nos cuidados de saúde primários”.

“Estes utentes representavam em média 40% dos atendimentos da UMC de Abrantes e aumentaram para 50%”, sublinha a instituição hospitalar, que deixa um apelo tendo em conta o atual panorama.

“Deixamos o apelo para se ligar sempre para a linha SNS24 antes de acorrer a uma urgência hospitalar do CHMT, pois será feita uma avaliação prévia da gravidade da situação e prestados todos os esclarecimentos bem como as diligências, se for necessário reencaminhamento para uma estrutura hospitalar”, pede a instituição.

Segundo refere ainda o CHMT, o Serviço da UMC de Abrantes tem dado resposta a um “aumento significativo de doentes da região do Médio de Tejo, existindo também um número crescente de doentes reencaminhados de outras instituições hospitalares e, também, de utentes internados em lares de terceira idade”.

No total, e até final de setembro, os atendimentos nos serviços de urgência do CHMT “aumentaram mais de 30% por comparação a igual período de 2021, com um total de 110.841, o equivalente a cerca de 407 episódios diários”.

Nas consultas externas, foram realizadas mais 9.159 do que em igual período de 2021, tendo sido contabilizadas 133.831. Destas, as primeiras consultas registaram um acréscimo de quase 40%, pode ler-se na mesma informação.

Também as cirurgias subiram 27%, tendo sido realizadas 6.798, mais 1.450 do que em 2021, o que representa 25 cirurgias por dia. Também as sessões do “Hospital de Dia” cresceram 16% para um total de 24.294.

Os meios complementares de diagnóstico aumentaram 9% no caso das análises, mais de 13% nos exames de imagiologia, mais de 44% em anatomia patológica e mais de 45% em pneumologia, dá ainda conta o CHMT, justificando assim o aumento nos atendimentos na urgência de mais de 30% e na restante atividade assistencial, nos primeiros nove meses do ano.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o Centro Hospitalar do Médio Tejo funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 266 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, a par da Golegã e Lezíria do Tejo, do distrito de Santarém, de Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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