O presidente da Assembleia Municipal de Ourém enviou, no dia 2 de maio, ao diretor do Centro Distrital de Santarém Instituto da Segurança Social, Renato Bento, um ofício sobre o problema da falta de creches no concelho de Ourém, nomeadamente na cidade de Fátima.
A iniciativa surge na sequência da intervenção de um grupo de mães do concelho de Ourém na última sessão da Assembleia Municipal, que se realizou a 25 de abril.
“Queremos nesta oportunidade apresentar a V. Ex.ª a preocupante situação que neste momento se verifica em Ourém, o segundo maior concelho do distrito de Santarém, no que diz respeito à enorme falta de resposta no acesso a creches”, refere João Moura.
O autarca diz que os eleitos foram “confrontados com esta situação na última sessão deste órgão deliberativo, a 25 de abril, nomeadamente através da participação de um conjunto de mães que manifestaram o seu “desespero” pela falta de um local onde possam deixar os seus filhos, para assim o poderem regressar ao trabalho”.
João Moura ressalva que “o problema não é de agora, mas está a agravar-se. Neste momento, “contabilizam-se um total de 35 mães nesta situação, sobretudo na freguesia de Fátima”.
Segundo a representante, “já inscrevemos os bebés em maio do ano passado e já fomos informadas de que nem em setembro deste ano teremos vagas”. Considera esta situação “insustentável” e tem obrigado estas mães a pedir licença alargada.
Na Assembleia Municipal o Presidente da Câmara, Luís Albuquerque, reforçou que neste momento não existem vagas no concelho e que mesmo não sendo uma responsabilidade da autarquia, tem incentivado as IPSS’s a criarem respostas nesta área. Informou que o regulamento de “apoio à natalidade irá prever uma ajuda às famílias que terão de recorrer aos serviços privados, embora, neste momento estes também não consigam dar resposta”.
O Presidente da Assembleia Municipal garante que “o Município de Ourém tudo tem feito, e tudo fará, dentro daquilo que são as suas responsabilidades, para minimizar este grave problema”.
“Se até aqui tínhamos um défice de crianças, que nos levou a implementar um conjunto de medidas para combater este indicador, neste momento confrontamo-nos com uma enorme lacuna que naturalmente gera controvérsia e desagrado”, realça o autarca que questiona: “quais as medidas concretas que estão pensadas para dar resposta a este tipo de problemática”.
João Moura apela a que “possa ser dada uma resposta breve não só a estas cidadãs, mas a todas as futuras mães” e alerta que “esta situação é insustentável e tem obrigado as mães a pedir licença alargada”, na carta enviada à Segurança Social.
“Se até aqui tínhamos um défice de crianças, que nos levou a implementar um conjunto de medidas para combater este indicador, neste momento confrontamo-nos com uma enorme lacuna, que naturalmente gera controvérsia e desagrado”, notou, por sua vez, Luís Albuquerque.
