*Atualização da informação em permanência
19h00 | Abrantes – O município de Abrantes informa que tem asseguradas 200 camas para eventuais desalojados, na sequência da ativação do Plano Especial de Emergência para cheias na bacia do Tejo, devido ao nível de alerta vermelho. As respostas disponíveis são a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Abrantes, a Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Abrantes e o Regimento de Paraquedistas de Tancos. Foi também montada uma ZCAP – Zona de Concentração e Apoio às populações, na cave da Junta de Freguesia do Pego.
Mantêm-se encerradas as seguintes estradas:
- Cortado o troço da EN3 em Rio de Moinhos entre o café Noémia e o Café Central;
- EN2, entre Arrifana e Bemposta;
- EN118, entre Rossio ao Sul do Tejo e Pego;
- EN 118, entre Tramagal e Rossio ao Sul do Tejo;
- EN2 entre Rotunda das Oliveiras e Barreiras do Tejo;
- entre Arrifana e S. Miguel do Rio Torto;
- EN118, entre Alvega e Gavião;
- Na rotunda de acesso a Alvega, só é permitida a passagem a moradores de Concavada e Pego;
- Na ponte rodoviária sobre o Tejo que liga Abrantes a Rossio ao Sul do Tejo só circulam veículos de emergência e moradores da margem sul.

17h30 | Vila Nova da Barquinha – A autarquia alerta para a contínua subida das águas e alerta para a necessidade de cuidados e de vias desimpedidas para a circulação e apoio à proteção e socorro.
Face à previsão de subida do caudal do rio Tejo, com valores próximos dos 10 000 m³/s na secção de Almourol, o município alerta a população, em especial os residentes nas zonas ribeirinhas, para a necessidade de manterem uma atitude de vigilância e precaução.

É expectável que a subida do nível das águas possa provocar inundações nas seguintes artérias, em Vila Nova da Barquinha: Rua do Tejo, Rua da Barca, Rua do Sal. Encontram-se já submersos o Cais de Tancos e o estacionamento junto ao Castelo de Almourol. O Barquinha Parque mantém-se interdito ao público.
16h45 – Região – A Proteção Civil só agora enviou SMS aos cidadãos com um aviso de cheias no rio Tejo. Às 8h00 já o caudal tinha duplicado os valores registados ontem e inundado grande parte das zonas ribeirinhas do distrito de Santarém.

16h00 – Região – Conhecido como “Guardião do Tejo”, o ambientalista Arlindo Marques faz um ponto de situação para o mediotejo.net, junto à Barragem de Belver. Acaba de soar novamente o apito da barragem – é um aviso para novas descargas.
14h30 | Vila Nova da Barquinha – O Barquinha Parque encontra-se totalmente inundado e parte da Rua do Tejo já foi afetada pela subida do caudal do rio, havendo perspetivas de que, nas próximas horas, a zona baixa de Vila Nova da Barquinha venha a ficar inundada. A informação foi confirmada pelo presidente da Câmara Municipal, Manuel Mourato.
Por razões de segurança, o Barquinha Parque foi interdito e a população residente nas zonas mais vulneráveis foi alertada para a necessidade de proteger bens e retirar viaturas. “Temos avisado a população toda, da Rua do Tejo, da Rua da Barca, da Rua do Sal, para efetivamente retirarem as coisas e precaverem os seus bens”, explicou Manuel Mourato.
O município tem já ativado meios de resposta social, estando preparado para retirar pessoas caso a situação se agrave. “Temos um alojamento de emergência preparado e a ação social preparada para retirar pessoas se for necessário”, garantiu o presidente da autarquia, acrescentando que “ainda não atingimos o pico de cheia”.
A situação está a ser acompanhada pelo Serviço Municipal de Proteção Civil. Como medida preventiva, as escolas públicas do concelho estarão encerradas esta sexta-feira, 6 de fevereiro.
13h45 | Constância – O Tejo já chega ao pelourinho de Constância e, no lado oposto, o Zêzere continua a subir também, estando já submersa toda a zona de restauração, parque infantil e parque de campismo.

13h30 | Abrantes – Todas as escolas da cidade de Abrantes vão estar encerradas na sexta-feira, 6 de fevereiro. A decisão foi tomada pela proteção civil por precaução, uma vez que não é possível prever ainda se amanhã haverá condições de circular nas estradas do concelho em segurança. Esta manhã já tinha sido solicitado aos encarregados de educação que fossem buscar todos os alunos residentes na margem sul do Tejo.
13h00 | Abrantes – Vão ser evacuadas as zonas baixas do concelho, devido à subida dos níveis de água, em Rossio ao Sul do Tejo, Cabrito, Arrifana, Rio de Moinhos e Alvega. A Proteção Civil informa que, por questões de segurança, devem ser desligados os quadros elétricos de todas as habitações nestas zonas ribeirinhas.
12h00 – Região “Até às 05h00, tínhamos apenas indicações sobre os caudais previstos para as barragens do Fratel, Pracana e Castelo de Bode, que apontavam para um acumulado de cerca de 3.500 metros cúbicos por segundo em Almourol. Durante a madrugada, o cenário mudou drasticamente e já ultrapassámos os 7.400 metros cúbicos por segundo. Por isso, foi declarado o alerta vermelho”, explicou o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém, Manuel Jorge Valamatos.
A passagem para o nível vermelho – o mais elevado de uma escala de quatro – sinaliza um “risco extremo de cheias significativas”, provocado pelo mau tempo, pelo aumento dos caudais e pelas descargas das barragens. Este nível implica ainda a mobilização imediata de meios de proteção civil e aponta para possíveis inundações em áreas críticas, bem como para riscos acrescidos de deslizamentos de terras e derrocadas.
“Desde as 9h00 estamos a coordenar esforços com todas as estruturas de proteção civil [da região], GNR e PSP, para regular o trânsito e minimizar prejuízos a pessoas e bens”, acrescentou Valamatos.
Vários rios e ribeiras da região começaram a transbordar, com caudais muito elevados nos afluentes do Tejo e do Zêzere, provocando aluimentos de terras, quedas de árvores e cortes de estradas em várias localidades do distrito de Santarém.
“Com a chuva intensa desta noite, os terrenos estão completamente saturados e as ribeiras com caudais altíssimos, criando uma situação de cheia como não víamos há muitos anos”, explicou Valamatos, acrescentando que as descargas das barragens portuguesas e da Alcântara, em Espanha, contribuíram para o agravamento do cenário.

Segundo o presidente da Proteção Civil distrital, às 10:00 Castelo de Bode estava a debitar cerca de 600 m³/s, Pracana 1.025 m³/s e Fratel 5.800 m³/s, totalizando um acumulado de 7.414 m³/s em Almourol, valores que vão causar impacto em Mação, Abrantes, Constância e Vila Nova Barquinha, no Médio Tejo, e na Lezíria, a jusante. A situação está já a obrigar à evacuação de alguns locais, por precaução e proteção.
“Só às 05:00 tivemos informação de que as descargas das barragens a montante duplicaram, o que cria transtornos enormes, sobretudo nas zonas ribeirinhas, com inundações urbanas, agrícolas e necessidade de deslocar muitas pessoas em todos os concelhos ligados ao Tejo”, disse Valamatos.
O responsável alertou ainda para a gravidade da situação, reconhecendo o fator “surpresa” pela duplicação abrupta dos causais durante a madrugada.
“Nós fomos um pouco apanhados de surpresa com o aumento muito significativo das barragens a montante e das descargas de Espanha, mas todas as nossas estruturas de proteção civil e os subcomandos regionais do Médio Tejo e da Lezíria já estão no terreno a proteger as populações e a gerir os impactos destas cheias”, declarou.
Valamatos sublinhou que os caudais devem manter-se elevados nas próximas horas. “É muito importante que todos sigam rigorosamente as informações, recomendações e orientações das instituições de proteção civil, evitem deslocações desnecessárias e protejam-se junto das famílias e vizinhos em zonas de risco”, declarou.

