O presidente da Câmara de Alcanena, Rui Anastácio, afirmou que o futuro Parque Empresarial de Alcanena, um investimento de 6,6 milhões de euros, será “determinante para o futuro do concelho” e “está no radar dos grandes ‘players’ internacionais”. Alcanena formalizou esta terça-feira a consignação da empreitada da primeira fase do projeto. Com 140 hectares, o Parque Empresarial assume-se como um espaço multifuncional com vista ao desenvolvimento da estrutura produtiva local, projetando o concelho e atraindo investimento.
“É um dia muito importante para o concelho de Alcanena. É um dia que a comunidade aguarda há 40 anos. Temos recebido potenciais investidores da Europa e do mundo. Creio que estes 40 hectares, dentro de dois ou três anos, serão muito pouco para a procura que perspetivamos”, afirmou hoje à Lusa, na cerimónia de consignação da empreitada da primeira fase do projeto.
O autarca considerou que a localização junto ao nó da Autoestrada 1 (A1) com a A23 é uma mais-valia, por estar a uma hora de Lisboa, duas do Porto e quatro de Madrid.
A primeira fase do parque abrange 40 hectares, de uma área total prevista de 140 hectares, e terá um prazo de execução de 540 dias. A empreitada foi objeto de candidatura, apresentada ao Centro 2030, do Portugal 2030, que se encontra em fase de análise.
A empreitada foi adjudicada às empresas Desarfate – Construções & Obras Públicas, Lda. e Matos & Neves, Lda., e inclui a criação de arruamentos, redes de abastecimento de água, drenagem de águas residuais domésticas e industriais, águas pluviais com bacia de retenção, infraestrutura elétrica, telecomunicações, rede de gás, iluminação pública, pavimentações e sinalização.
Rui Anastácio sublinhou que o município tem vindo a trabalhar há mais de um ano e meio na captação de investimento, com presença em feiras internacionais, como a de Cannes, e através de contactos com potenciais investidores europeus e mundiais, em articulação com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
O investimento superior a seis milhões de euros é, para já, suportado pela autarquia, com recurso à sua capacidade de endividamento, mas foi submetida uma candidatura a fundos comunitários, com expectativa de apoio até ao final do ano, através da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro).
O autarca destacou ainda que o parque está vocacionado para acolher empresas de elevado valor acrescentado, com tecnologia de ponta e mão-de-obra qualificada.
“Queremos investimentos que exijam quadros técnicos altamente qualificados. É uma opção nossa”, explicou.
O desenvolvimento económico proporcionado por este equipamento, acrescentou, deve ser acompanhado por políticas sociais e educativas.




Alcanena tem investido em habitação a custos acessíveis para jovens: “Entregámos agora as primeiras seis casas, com uma média de idade dos residentes de 25 anos”, disse o autarca, acrescentando que está em curso um plano para duplicar a oferta de vagas em creches e que decorrem conversações com o Governo para implementar ensino bilingue no agrupamento de escolas local.
“Queremos fixar talento e atrair investimento. O país não se pode reduzir a Lisboa e Porto”, afirmou, defendendo uma maior centralidade para os territórios do Médio Tejo e da futura NUT II Oeste e Vale do Tejo.


