Este sábado, dia 11 de fevereiro, às 17:30, é inaugurada na QuARTel – Galeria de Arte Contemporânea de Abrantes – Coleção Figueiredo Ribeiro, a mostra fotográfica ‘White Noise’, de António Júlio Duarte. Esta data marca também a adoção uma nova filosofia de gestão para a “antiga” Galeria Municipal de Arte que, depois de 20 anos ao serviço da valorização das artes e da qualificação de públicos em Abrantes, passa a acolher permanentemente a Coleção Figueiredo Ribeiro.
‘White Noise’ é uma mostra de fotografia que “reflete a síntese de 10 anos de trabalho em Macau, no ambiente luxuoso e exótico dos casinos”, avança a autarquia em nota de imprensa. “O uso controlado da luz, a escolha dos objetos e a ausência de vestígios da presença humana transformam esta mostra numa narrativa de viagem a um mundo onírico e fantasmagórico, captado e moldado em função das reflexões do autor/artista”, descreve a mesma nota.
A mostra fotográfica vai ficar patente ao público até ao dia 29 de abril, de terça-feira a sábado, entre as 10:00 e as 12:30, e das 14:30 às 19:00.
A partir de sábado, a autarquia dá início ao processo de adoção de uma nova filosofia de gestão para a “antiga” Galeria Municipal de Arte que passará a acolher permanentemente a Coleção Figueiredo Ribeiro, um acervo cultural composto por mais de 1300 obras de várias gerações de artistas.
Na mesma nota, o município de Abrantes refere que esta coleção “representa um conjunto de inequívoco valor estético, amplamente reconhecido no meio artístico”, tendo destacado artistas plásticos consagrados como Ana Hatherly, João Pedro Vale, José Pedro Croft, Pedro Cabrita Reis, Rui Chafes e Sara Bichão, entre muitos outros, e que terão nova “residência” em Abrantes.
“As suas obras”, nas diferentes áreas da arte contemporânea portuguesa – desenho, pintura, escultura, instalação fotografia e outros objetos artísticos -, “serão integradas na visão estratégica de promoção turística e cultural do concelho”, refere a autarquia.
“Criando um novo diálogo entre a dimensão privada e a esfera pública, o município continua a prosseguir sua missão de colocar a cultura no centro das suas políticas governativas e convocar as diferentes formas de expressão artística para um projeto mais ambicioso, que visa a criação de uma rede polinuclear de equipamentos culturais e museus, complementada pela consequente dinâmica de valorização do nosso tecido cultural e artístico e pelo alargamento da oferta do território”, pode ainda ler-se na mesma nota.
Sobre o autor:
António Júlio Duarte nasceu em Lisboa, em 1965.
E formado em fotografia, na AR.CO, em Lisboa, e estudou também no Royal College of Arts, em Londres.
Desde 1990 que expõe regularmente. É autor de nove livros-catálogos de fotografia.
White Noise foi um dos livros selecionados para o melhor livro de fotografia de 2011, pela revista norte americana Photo Eye e nomeado para melhor livro de fotografia internacional do Photoespaña 2011.
