Os formandos do 3º curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército de 2021 do Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME), prestaram juramento de bandeira esta sexta-feira, 28 de maio, no quartel de São Lourenço, em Abrantes. Os 29 homens e 10 mulheres foram acompanhados por familiares e amigos que se juntaram para assistir à cerimónia solene presidida pelo segundo comandante do Comando das Forças Terrestres, Major-General Francisco Xavier Ferreira de Sousa.
Para assistir à cerimónia de Juramento de Bandeira no quartel do RAME, em Abrantes, estiveram presentes algumas entidades militares, nomeadamente o comandante do RAME, Coronel de Infantaria Luís Barroso, e os familiares e amigos dos recrutas, convidados com alguma parcimónia tendo em conta a situação epidemiológica da covid-19.
A cerimónia solene foi presidida pelo segundo comandante do Comando das Forças Terrestres, Major-General Xavier de Sousa, que começou por felicitar as equipas de instrução e em particular o comandante do RAME por ter formado mais 39 soldados.
Dirigindo-se aos “jovens soldados de Portugal” disse que a data ficaria marcada na memória de cada um dos formandos. “Há sempre um antes e um depois” do Juramento de Bandeira, afirmou, falando da importância desse ato.

A Alta Entidade manifestou convicção de que os soldados “estão preparados para enfrentar novos desafios. O que vem a seguir é sempre novo mas é sempre interessante viver”, disse, referindo “os camaradas” na República Centro Africana, no Mali, no Afeganistão, na Somália e “por esse mundo em trabalho mais individual mas com uma farda vestida” e com a bandeira portuguesa como em tempos “mostrámos no Kosovo, na Bósnia, no Iraque, em Timor Leste e outros países onde tivemos cooperação militar”.
“Portugal é um país respeitado pelo seus soldados, […] dão estabilidade, segurança, confiança às populações onde estamos presentes”, acrescentou.
O militar lembrou ainda que o legado do Exército “vai ao século XII, estar próximo da nossa população de dos outros povos. Também cumprimos Portugal neste território”, disse referindo-se ao RAME como “imagem brilhante” desse cumprimento.
“Está presente nos fogos, está presente quando é necessário planear as vacinações, os apoios ao combate à covid-19 […] transmitimos confiança ao nosso povo porque somos bons profissionais e sabemos qual é a nossa missão, o que temos de fazer, mesmo com o sacrifício dos nossos interesses e às vezes com o sacrifício das nossas vidas”, vincou.

Assistiu-se, assim, aos diversos momentos simbólicos que marcaram o final de cinco semanas de formação, tendo um deles sido a imposição de condecorações, com as forças em parada sob o comando do comandante da Primeira Companhia do Batalhão de Formação, Capitão de Cavalaria, João Miguel Santos, constituída pelos recrutas que juraram bandeira e pelo guião do RAME à guarda do Sargento Ajudante de Cavalaria, João Rodrigues.
Foi explicado que a medalha militar, nas suas diferentes modalidades, destina-se a galardoar serviços notáveis prestados à instituição militar e à nação e deste modo distinguir altas virtudes reveladas no serviço por militares das Forças Armadas.
Na cerimónia de imposição de condecorações mereceram medalhas militares que prestam serviço no RAME. Foram condecorados o Tenente Coronel de Artilharia João Miguel Capitolino com a medalha de mérito militar, o Primeiro Sargento de Cavalaria Carlos Alexandre Miranda Braga com a medalha D. Afonso Henriques, o Tenente Coronel de Infantaria Francisco Barreiro Saramago e o Sargento Chefe de Material João Marques de Matos com a medalha de comportamento exemplar grau ouro.

A medalha de mérito militar destina-se a galardoar os militares que relevam excecionais qualidades e virtudes militares pela afirmação constante de elevados dotes de caráter, lealdade, abnegação, espírito de sacrifício, de obediência e de competência profissional.
Sendo que a medalha de mérito de exército destina-se a galardoar os militares e civis nacionais ou estrangeiros que nos âmbito técnico-profissional revelam elevada competência, extraordinário desempenho e relevantes qualidades pessoais, contribuindo significativamente para eficiência, prestígio, e cumprimento da missão do Exército.

E a medalha de comportamento exemplar destina-se a galardoar os militares que manifestem ao longo da sua carreira exemplar conduta moral e disciplinar, zelo pelo serviço e comprovado espírito de lealdade. A medalha de comportamento exemplar grau ouro é concedida ao militar que com 30 anos de serviço efetivo sem qualquer pena disciplinar ou criminal.
Mereceu a medalha de Mérito Escolar, por ser o recruta melhor classificado durante a instrução básica do 3º curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército de 2021, o soldado Mário Fernandes Bonacho com a classificação final de 16,92 valores.

Chegou depois o momento alto da cerimónia solene, em que os formandos fizeram o seu juramento de bandeira, após terem sido enunciados os deveres militares pelo chefe da secretaria regimental, Sargento Chefe de Infantaria, José António Fernandes. A fórmula foi lida pelo segundo comandante do RAME, Tenente Coronel de Infantaria Francisco Saramago.
A cerimónia terminou após a desintegração do Estandarte Nacional da formatura e da retirada da Alta Entidade que presidiu à cerimónia.

Terminada a cerimónia o Major-General Xavier de Sousa visitou, na companhia do comandante do RAME, Luís Barroso, o Posto de Comando Móvel, adquirido no inicio do ano de 2021.
Com o Sistema de Registo e Controlo de Apoios a Entidades Externas, já utilizado desde 2017, conseguiu-se “a coordenação dos meios que utilizamos no Apoio Militar de Emergência”, explica ao mediotejo.net o Capitão Cruz.

Com o novo Posto de Comando Móvel, o que os militares operavam só no quartel, pode agora ser operacionalizado em qualquer lugar. “É ter a rede do Exército numa viatura que permite trabalhar fora do quartel”, acrescenta.
A viatura possui vários equipamentos tecnológicos como computadores, monitores e uma televisão com ecrã tátil com capacidade de ser deslocada para fora da viatura durante, por exemplo, “um briefing”.
