“Não precisamos só da conclusão do IC9, em Abrantes, precisamos da conclusão do IC9 e de um conjunto de outras infraestruturas”, disse Manuel Jorge Valamatos, que também preside à Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo, considerando que são também necessárias alternativas às atuais pontes da Chamusca e de Constância.
Na ponte de Constância, por razões de segurança, é proibida a circulação de veículos pesados e a exiguidade do tabuleiro permite apenas a passagem de ligeiros, em sentido alternado e regulado por semáforos.
No tabuleiro da centenária ponte da Chamusca, o espaço de circulação não permite o cruzamento de dois camiões em simultâneo, gerando problemas na fluidez do trânsito.
Para Manuel Jorge Valamatos, os problemas provocados pelas cheias na região são uma oportunidade para se voltar a falar da urgência destas infraestruturas rodoviárias, que há muito são reivindicadas pela população.
“Neste contexto que estamos a viver, aquilo que aprendemos é que, mais uma vez, se torna urgente a conclusão do IC9. E nós queremos acreditar que este Governo, pelas reuniões diferentes que temos tido, sobretudo com as zonas industriais, particularmente com a zona industrial do Tramagal, e agora também por esta experiência que estamos a viver, perceba de uma vez por todas a importância da conclusão do IC9”, sublinhou.
ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:
Para o autarca, a construção/requalificação das pontes da Chamusca e de Constância, bem como a melhoria da rede viária, são fundamentais para a região do Médio Tejo e para a coesão territorial.
“Esta região merece uma atenção que já deveria ter acontecido há muitos anos”, disse Manuel Jorge Valamatos, convicto de que, se fosse nas regiões de Lisboa ou do Porto, as infraestruturas em causa já teriam sido construídas.
“Este aspeto da coesão territorial é absolutamente decisivo para um país que se quer mais igual. Estas questões da mobilidade, da acessibilidade aqui no nosso território são determinantes e nós não podemos ficar sossegados enquanto este território não for olhado como outro qualquer no país. E, volto a dizer, em qualquer sítio em Lisboa ou em qualquer sítio do Porto estas situações já estavam resolvidas”, concluiu.
c/Lusa
