O processo de renovação das estruturas do PCP no distrito de Santarém já está em marcha. Sob o lema “Com a força dos trabalhadores, reforçar o PCP”, 16 das 21 concelhias do distrito estão a realizar as suas Assembleias, num percurso que levará os delegados eleitos até Alpiarça, no final de maio.
Aí, no dia 30, será realizada a Assembleia da Organização Regional de Santarém, o órgão máximo do partido no distrito, onde será eleita a futura Direção da Organização Regional de Santarém (DORSA) e aprovado o documento que ditará as linhas de trabalho para os próximos quatro anos.
As recentes assembleias locais definiram as equipas que vão dirigir o partido a nível concelhio por um período de quatro anos.
Em Constância, no encontro realizado a 7 de março, a nova Comissão Concelhia eleita é composta por Álvaro António Ramos Mascate, Álvaro Manuel Morais Alves, Carlos Alberto Ferreira de Amorim, Júlia Maria Gonçalves Lopes de Amorim, Maria Manuela de Oliveira Arsénio e Rui Manuel Ferreira. A ligação desta estrutura à direção regional é assegurada por Júlia Amorim, membro da DORSA.

Em Abrantes, a Assembleia decorreu a 14 de março, sob o lema “Mais Partido! Mais Iniciativa! Mais Luta!”, elegendo para a Comissão Concelhia os nomes de Ana Paula Cruz, António Gonçalves, Carlos Bento, Fernando Moraes, Filipa Ricardo, Graça Alves, João Damas, José Pratas, Luísa Marques, Manuel Vitória, Rita Sousa e Tiago Amaral. Neste caso, o acompanhamento por parte da DORSA cabe a Valter Cabral.

Importa referir que, actualmente, a DORSA conta com 41 elementos de todo o distrito que asseguram a direcção colectiva e a articulação entre o distrito e cada concelho.
Em Constância, o documento estratégico aprovado foca-se na proximidade e na “direção coletiva”, priorizando o reforço da intervenção junto das massas e a exigência de soluções para problemas históricos, com destaque absoluto para a nova travessia sobre o Tejo (ligação Constância/Praia do Ribatejo), considerada vital para a segurança e mobilidade.

Já em Abrantes, o plano foca-se no fortalecimento das 12 organizações de base e no objetivo central de criar células em locais de trabalho estratégicos, nomeadamente em empresas como a Mitsubishi e a Silicalia, além da luta contra a degradação dos cuidados de saúde e a defesa das valências do hospital local.
A nível distrital, o Projeto de Resolução Política (PRP) traça um diagnóstico focado no combate às políticas que têm promovido o despovoamento e o encerramento de serviços públicos. As prioridades passam pelo reforço da organização partidária nas empresas e locais de trabalho, pela exigência de investimento no Serviço Nacional de Saúde para fixar médicos de família e pela concretização de infraestruturas há muito adiadas, como a ponte Chamusca-Golegã e a requalificação da EN118.
O documento destaca ainda a importância da proteção ambiental, com vigilância sobre a poluição do Rio Tejo e dos seus afluentes, e a valorização do setor produtivo, nomeadamente da pequena e média agricultura e da floresta, como pilares para fixar populações e combater o envelhecimento acentuado da região.
Para além destas frentes, o PCP assume como linha estratégica para os próximos quatro anos a intensificação da luta social e a formação de novos quadros.
O partido pretende ainda consolidar a sua presença em cada freguesia do distrito, articulando o trabalho institucional dos seus eleitos com o movimento de massas.
Este esforço coletivo visa “afirmar os valores de Abril como alternativa política no distrito de Santarém”, preparando a estrutura regional para os desafios eleitorais e sociais que se avizinham, num processo de auscultação e debate que envolve todos os militantes até à assembleia que decorrerá em Alpiarça.
