Foto: Pixabay

A corrupção é um fenómeno que enfraquece qualquer democracia. Não tomar medidas efetivas contra ela é ser cúmplice de uma morte anunciada.

Vem isto a propósito de um relatório periódico sobre a economia portuguesa que está a ser elaborado pela OCDE e que parece estar a causar incómodo e desagrado ao governo português.

Apesar de não comentar o relatório até porque ele ainda não é oficial, o ministro dos Negócios Estrangeiros Augusto Santos Silva admite que “se o relatório fosse transformado numa simples listagem de ideias, perceções e estereótipos, seria muito errado e Portugal teria de protestar.”

Ora, na minha opinião, o que está muito errado é ignorar a realidade ou querer escondê-la para que os portugueses não a conheçam. O caminho é precisamente o contrário, uma rápida identificação e atuação no sentido de estancar esta hemorragia que tem vindo a comprometer o desenvolvimento do país.

Qualquer governo português, seja ele qual for, se tiver uma missão de estado e de serviço público, em vez de mostrar desagrado devia, isso sim, agradecer todas as ajudas que permitam identificar ou sinalizar estes processos até porque eles são demonstrativos da falta de compromisso com o bem comum.

Não podemos esquecer que a corrupção tem custado muito a cada um de nós. Politizar a questão com o objetivo de a minimizar não é honesto e chega mesmo a ser revelador de um “modus operandi” que tem permitido manter a impunidade de uma certa elite.

Está provado que o problema da corrupção diminui os níveis de desenvolvimento económico e chegou mesmo a haver alertas na sequência de vários estudos para que os governos ocidentais “lutassem” contra a corrupção sistémica dos países subdesenvolvidos. A realidade diz-nos que, além de não se ter resolvido esse problema, ele acabou por ter um efeito de contágio para alguns países desenvolvidos ou em via de desenvolvimento. Não deixa ainda de ser curioso que estes mesmos estudos tenham concluído que as ex-colónias portuguesas, espanholas e francesas mostrem ter um nível de corrupção maior do que as antigas colónias britânicas.

Não há coincidências, é uma questão comportamental que faz parte do nosso ADN e talvez assim já se perceba melhor o desagrado e o incómodo do governo português. É que há verdades inconvenientes que ajudam a explicar o inexplicável.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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