proTEJO leva aos alunos da Barquinha uma ação dedicada ao Dia Mundial da Migração dos Peixes. Foto: CMVNB

O proTEJO – Movimento pelo Tejo, vai celebrar no sábado, dia 21 de maio, o Dia Mundial da Migração dos Peixes com a atividade “Por um Tejo Livre – Educação Ambiental sobre Peixes de Água Doce”. A ação, que vai contar com alguns dos melhores especialistas a nível nacional, vai decorrer na Escola Ciência Viva de Vila Nova da Barquinha, com a organização a apelar à participação de todos os jovens e cidadãos da bacia do Tejo.

Esta celebração decorrerá na Escola Ciência Viva de Vila Nova da Barquinha na manhã de sábado, dia 21 de maio, numa atividade de educação ambiental com o envolvimento da comunidade escolar sobre a importância dos rios livres para a conservação das espécies migratórias que integrará apresentações do Projeto “Peixes de Água Doce Nativos“, do Livro Vermelho dos Peixes de Água Doce e Migradores e do Projeto “MEGAPREDATOR” – MARE | Centro de Ciências do Mar e do Ambiente / Instituto Politécnico de Santarém – Escola Superior Agrária.

Em seguida, será realizada uma demonstração de pesca científica com a identificação, medição, pesagem, caracterização ambiental e recolha de tecidos de peixes, bem como uma demonstração de técnicas de amostragem científica, redinha, armadilhas de luz e redes de emalhar.

O proTEJO defende um rio Tejo livre de novos açudes e barragens – Projeto Tejo e Projeto de Barragem no rio Ocreza – e pela exigência de uma regulamentação daqueles que já existem. Os objetivos do movimento ambientalista são o de “garantir um regime fluvial adequado à prática de atividades náuticas e à migração e reprodução das espécies piscícolas; um estabelecimento de verdadeiros caudais ecológicos; e uma continuidade fluvial proporcionada por eficazes passagens para peixes e pequenas embarcações”.

Pretende-se ainda com esta ação “consciencializar as populações ribeirinhas para a sobre-exploração da água do Tejo que se avizinha com a construção de novos açudes e barragens e a que já existe face à gestão economicista das barragens hidroelétricas da Estremadura espanhola, aos transvases da água do Tejo para a agricultura intensiva no sul de Espanha e à agressão da poluição agrícola, industrial e nuclear”, realçando ainda o proTEJO a “importância do regresso de modos de vida ligados à água e ao rio que as atividades de educação e turismo de natureza, cultural e ambiental permitirão sustentar”.

Programa completo:

09h30m – Abertura

Vereadora da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha – Paula Pontes

Diretor do Agrupamento de Escolas de V. N. da Barquinha – Paulo Tavares

Diretora do Centro Integrado de Educação em Ciências de Vila Nova da Barquinha – Ana Rodrigues

Porta-voz do proTEJO – Paulo Constantino

10h00m – “As espécies piscícolas do rio Tejo” – Escola Ciência Viva

10h00m – “Projeto Peixes Nativos” – Carla Santos

10h20m – “A conservação dos peixes dos nossos rios” – Livro Vermelho dos Peixes de Água Doce e Migradores – Isabel Domingos e Filomena Magalhães

10h40m – “A história do Frankenstein no rio Tejo! Como os peixes invasores ameaçam os nossos peixes migradores” – Projeto “MEGAPREDATOR” – MARE | Centro de Ciências do Mar e do Ambiente / Instituto Politécnico de Santarém – Escola Superior Agrária – Filipe Ribeiro e João Gago

11h00m – Transporte em Autocarro

Escola Ciência Viva para o cais no rio Tejo na Avenida dos Plátanos

11h30m – Demonstração de Pesca científica (pesca elétrica)

Identificação, medição, pesagem, caracterização ambiental e recolha de tecidos de peixes. Demonstração de técnicas de amostragem científica, redinha, armadilhas de luz e redes de emalhar – Filipe Ribeiro, João Gago, Diogo Ribeiro, Diogo Dias, Sofia Batista, Joana Martelo e Gil Saraiva-Santos

13h30m – Encerramento

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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