Jorge Esperança Trio no arranque do ciclo musical "Jazz no Parque". Foto: mediotejo.net

O parque ribeirinho de Vila Nova da Barquinha recebeu o Jorge Esperança Trio este sábado, dia 2, para o arranque do ciclo “Jazz no Parque”. A guitarra de Jorge Esperança, o baixo de Jorge Gerardo e a bateria de José Maia, habituados ao palco do CIR – Clube de Instrução e Recreio, marcaram o ritmo do final de tarde no Cais da Hidráulica em que o vento frio não afastou os amantes do jazz.

As almofadas amarelas da plateia não foram todas ocupadas, mas a probabilidade de tal acontecer era grande não tivesse o São Pedro baralhado o calendário e achar que ainda estamos no Inverno. O vento frio foi soprando alguns elementos do público ao longo da cerca de uma hora em que os primeiros acordes do “Jazz no Parque” tiveram o rio Tejo como cenário. Mesmo assim, muitos resistiram e aplaudiram no final do concerto do Jorge Esperança Trio, que marcou o arranque deste ciclo musical que integra mais dois concertos.

Jorge Esperança Trio no arranque do ciclo musical “Jazz no Parque”. Fotos: mediotejo.net

Conversámos com Jorge Esperança sobre a iniciativa que dá continuidade às sessões quinzenais do “Jazz na Tuna” – interrompidas até ao próximo mês de setembro – e leva este estilo musical a sair do CIR e a viajar até ao parque ribeirinho. O músico que dá nome ao grupo residente da Ex-Tuna de Moita do Norte é, igualmente, o mentor do projeto ligado ao jazz que já tem muitos “habitués”, alguns presentes nesta tarde de sábado, lançado com o objetivo de “criar mais uma oferta para o concelho e não só”.

Carlos Barreto, Pedro Madaleno, Ricardo Pinto e Leandro Tuche são apenas alguns dos nomes de relevo que têm passado pelo CIR, muitos deles presentes no percurso musical de Jorge Esperança e ao qual também está associado o Hot Clube de Portugal. Músicos com background reconhecido, assim como Jorge Esperança que andou lá por fora, decidiu trazer o jazz para “casa” e encara o projeto que tem desenvolvido como “um filho que estou a criar”.

Jorge Esperança no concerto que teve o rio tejo como cenário. Fotos: mediotejo.net

A ideia já era antiga e começou a ganhar forma no dia em que pensou “se eu sei, se eu conheço, se tenho aqui um espaço, porque não o faço?”. O CIR aceitou o desafio, o público foi-se multiplicando e fidelizando e Moita do Norte tem-se assumido como ponto de encontro regular dos amantes de jazz. O sucesso não é igual em todas as sessões, admite, mas considera que “o importante é fazer sem estar a pensar se vai correr bem ou correr mal. Temos é que andar para a frente”.

O jazz regressa brevemente à beira-rio, sempre às 19h00, e o ponto de encontro passa a ser o miradouro central do parque. A 28 de julho atua Desidério Lázaro Quarteto, composto por Desidério Lázaro (saxofone), Joel Silva (bateria), João Firmino (guitarra) e Francisco Brito (baixo), na apresentação do álbum “Moving”. O cartaz fecha a 25 de agosto com Multikulti, projeto ligado à worldmusic do guitarrista Pedro Madaleno com Luís Candeias (bateria) e Miguel Amado (baixo).

José Maia e Jorge Gerardo completam o trio a que Jorge Esperança dá nome. Fotos: mediotejo.net

Jorge Esperança lança o repto para as pessoas aparecerem nas próximas datas uma vez que são “músicos fantásticos”. Até lá, pode apreciar os primeiros momentos em que se ou(viu) “Jazz no Parque”, proporcionados pelo Jorge Esperança Trio, que acompanhámos e transmitimos em direto:

Jorge Esperança Trio no arranque do ciclo musical “Jazz no Parque”

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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