O parque ribeirinho de Vila Nova da Barquinha recebeu este domingo, dia 19, o Campeonato Nacional de Esperanças II com a participação de cerca de 700 canoístas dos escalões de formação. Os atletas de 45 clubes vieram de norte a sul do país e encheram o rio Tejo na prova organizada pela Federação Portuguesa de Canoagem em parceria com o Clube Náutico Barquinhense.
O calor daquele que pode ser considerado o primeiro dia com sabor a Verão não foi impedimento para os 699 participantes na segunda prova do Campeonato Nacional de Esperanças que decorreu este domingo em Vila Nova da Barquinha. O parque ribeirinho revelou-se um espaço privilegiado para a realização de eventos desportivos de dimensão nacional, acolhendo os apoiantes dos 45 clubes de canoagem vindos de todo o país e entre os quais se encontravam, além do clube anfitrião, dois clubes do Médio Tejo, o CGC Nabância (Tomar) e o CD Patos (Abrantes).

A prova em que o Clube Náutico de Ponte de Lima recebeu o troféu principal, com 431 pontos, foi organizada pela FPC – Federação Portuguesa de Canoagem em parceria com o Clube Náutico Barquinhense e apoiada pela autarquia e as Juntas de Freguesia de Vila Nova da Barquinha e Praia do Ribatejo. Os 216 pontos do Clube Náutico de Crestuma valeram-lhe o segundo lugar, seguido pelo Clube Náutico de Prado, que atingiu os 195 pontos
Vítor Félix, presidente da FPC, esteve presente e Oscar Soares foi o juiz-árbitro da iniciativa que juntou cerca de 700 atletas dos escalões menor, iniciado, infantil e cadete (em K1, K2, C1 e C2) no rio Tejo. Um número de inscrições nunca antes registado numa prova do Campeonato Nacional de Esperanças e que motivou Fernando Freire a caraterizá-la como “a primeira de muitas”. Em declarações ao mediotejo.net, o presidente da autarquia barquinhense destacou os “elogios rasgados por parte da organização e também da federação” levando o município a continuar “a apostar para o futuro neste tipo de provas num palco maravilhoso que é o próprio parque”.

Segundo Fernando Freire “o Tejo identifica Barquinha e Barquinha identifica o Tejo, há aqui uma simbiose perfeita e hoje abraçámos o rio”. O presidente da câmara municipal destacou o crescimento do Clube Náutico nos últimos anos e o trabalho desenvolvido ao nível da formação, desenvolvimento confirmado pelo presidente desta associação, Fábio Passos Leitão que entrou como atleta em 1998, juntando-lhe mais tarde a função de treinador e que atualmente, aos 29 anos, conjuga com o cargo de presidente da Direção.
Um três em um que exige muitas horas para conseguir atingir os objetivos estabelecidos, que “como treinador passam por ter um campeão nacional e como presidente o objetivo era este, ter na Barquinha uma das maiores provas de canoagem”. Uma vez cumprida a ambição de presidente, que pretende repetir nos próximos anos, Fábio Passos Leitão salienta que “como treinador há que continuar a melhorar e a trabalhar para isso”.

A responsabilidade de ambas as conquistas não é exclusivamente sua, destaca, sendo atribuída ao “trabalho da equipa”, que envolve os restantes elementos e os cerca de 30 canoístas do Clube Náutico Barquinhense, 20 nos escalões de formação, com idades compreendidas entre os sete e os 56 anos.
O contraste com os “cerca de quatro ou cinco atletas” que tinham há quatro anos deve-se, em parte, à utilização dos tanques do parque ribeirinho para os treinos quando o rio Tejo não o permite e a mudança para o Centro Náutico, deixando para trás a pequena garagem onde pessoas, barcos e equipamentos de ginásio se amontoavam. Se “antigamente era muito difícil”, diz, “hoje temos aqui todas as condições para se criar um grande clube do Tejo”.

A prova virada para o futuro com as esperanças da canoagem nacional a mostrarem o que valem também teve um momento em que se recordou o passado numa homenagem a Luís Filipe Passos, elemento da Direção do Clube Náutico Barquinhense que faleceu no início deste mês, vítima de doença prolongada. Sabendo que o antigo dirigente não resistiu ao último de vários tumores malignos compreende-se porque razão se optou pela salva de palmas em vez do tradicional minuto de silêncio. Pode não ter vencido esta prova, mas foi campeão nas restantes.
