Vila Nova da Barquinha recebe encontros de música antiga Barcula Musicae no CIAAR. Foto: DR

O Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo (CIAAR), em Vila Nova da Barquinha, recebe nos dias 21 e 22 de agosto o Barcula Musicae – Encontros de Música Antiga da Barquinha, com um programa que combina formação musical, música de câmara e concertos.

Promovida pela Associação W-Replay, a iniciativa decorre na sede do CIAAR, no Largo do Chafariz, e propõe aos participantes um contacto com a interpretação de repertório dos séculos XVII e XVIII, incluindo obras de compositores como Vivaldi, Corelli, Telemann, Bach, Handel, Couperin, Rameau, Leclair e Purcell.

O programa formativo decorre durante o dia 21 e inclui, de manhã, entre as 10:00 e as 13:00, um curso de violino e viola barroca, aberto a participantes de todos os níveis, com trabalho sobre técnica, estilo, ornamentação, fraseado e repertório. Estarão também disponíveis instrumentos e arcos barrocos.

Durante a tarde, entre as 15:00 e as 18:00, realiza-se um curso de música de câmara, aberto a instrumentistas e cantores. Não é necessária a utilização de instrumentos históricos, estando prevista a disponibilização de instrumentos para quem não disponha deles.

O repertório trabalhado inclui sonatas, trios, concertos, suites e música vocal dos períodos barroco e setecentista.

A programação musical inclui ainda dois concertos, ambos às 18:30. Na sexta-feira, 21 de agosto, Nuno Mendes assegura o concerto de abertura, com direção artística e violino.

No sábado, 22 de agosto, realiza-se o concerto de encerramento, protagonizado pelos participantes do Barcula Musicae, com música de câmara e repertório barroco.

A entrada nos concertos é gratuita, estando condicionada à lotação do espaço. A participação no encontro completo, que inclui uma aula individual de violino ou viola barroca e a participação em música de câmara, tem um custo de 40 euros, enquanto a participação apenas nas sessões de música de câmara custa 15 euros.

As informações e inscrições podem ser obtidas através do endereço doubleureplay@gmail.com.

Vila Nova da Barquinha recebe encontros de música antiga Barcula Musicae no CIAAR. Foto: DR

Música antiga e património

A realização do Barcula Musicae enquadra-se numa colaboração mais ampla em torno do património e da criação artística que envolve o CIAAR e a Associação Double-U Replay.

Entre 16 e 23 de agosto, a Vila Nova da Barquinha recebe também uma sessão de trabalho do projeto Teatro Museu do Tempo, envolvendo criativos e investigadores num trabalho centrado no reconhecimento dos valores patrimoniais do Convento de Nossa Senhora do Loreto e na sua potencial abordagem museográfica e virtual.

O projeto resulta de uma parceria entre o CIAAR, a Double-U Replay, o Instituto Politécnico de Tomar, o Município de Vila Nova da Barquinha e o Instituto Terra e Memória, de Mação. A colaboração inclui ainda a transferência para o CIAAR do Laboratório de Paleoecologia, anteriormente instalado no Instituto Politécnico de Tomar.

O Convento de Nossa Senhora do Loreto é um dos locais históricos que pautam a história de Vila Nova da Barquinha. Foto arquivo: mediotejo.net

A ligação entre investigação, património e música não é nova para a Double-U Replay, associação que tem desenvolvido iniciativas relacionadas com instrumentos históricos, repertórios antigos e processos de interpretação e recriação musical. Entre os projetos promovidos pela associação encontram-se cursos e encontros dedicados à evolução dos instrumentos musicais e à música europeia entre a Idade Média e o Barroco.

O CIAAR, por seu lado, foi criado através de uma parceria entre o Município de Vila Nova da Barquinha e entidades de investigação e património, em articulação com o setor de Arqueologia e Pré-História do Instituto Politécnico de Tomar, mantendo uma exposição permanente dedicada ao património arqueológico do Ribatejo Norte.

O Barcula Musicae decorre nos dias 21 e 22 de agosto, na sede do CIAAR, em Vila Nova da Barquinha, com entrada gratuita nos concertos e inscrição prévia para a componente formativa.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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