Foto: Aldeias do Xisto

O parecer favorável chegou a 14 de setembro, dando conta que a candidatura do município havia sido aprovada com um montante disponível para as intervenções de 531 483.22 Euros, comparticipado pelo PDR2020 a 90%, tendo o município que suportar o restante valor, assim como o correspondente IVA.

A área em causa envolve algumas localidades adjacentes à Ribeira de Isna, caso de Cabelo Alto, Chã, Curral das Cavadas, Covão da Carreira, Vale da Carvalheira, Covão do Forno, e ainda Vilar do Ruivo, Fernandaires, Covão das Ovelhas e outros.

O Município salienta que “a mencionada área sofre frequentemente com fenómenos decorrentes dos chamados incêndios de importação”, ou seja, é afetado pela propagação de incêndios que deflagram nos concelhos vizinhos e que facilmente afetam as fronteiras, entrando em Vila de Rei.

Incêndio em Vila de Rei, 2019. Créditos: mediotejo.net

Neste sentido pretende-se garantir “o efeito tampão da progressão destes incêndios”, situação que foi entendido pelo Município de Vila de Rei, com o apoio da Secretaria de Estado das Florestas e do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.

Esta área que será alvo de intervenção é caraterizada pela presença de um povoamento de Pinheiro Bravo com interesse para gestão futura e de preservação do seu património genético, e por isso, os objetivos passam por “aumentar a resiliência aos incêndios rurais; condicionar o comportamento e a propagação dum incêndio na paisagem; minimizar o impacto dos incêndios; restabelecer o potencial produtivo”.

As ações a implementar no terreno consistem em operações de desbaste; desramação; podas de formação (medronheiro e sobreiro); silvicultura preventiva; remoção do material lenhoso cortado e transporte a carregadouros posteriormente definidos na área de intervenção; destroçar/estilhar o restante com diâmetro inferior a 3 cm.

O Município de Vila de Rei recorda que está a implementar no terreno três Áreas Integradas de Gestão da Paisagem (AIGP), “com objetivos concretos de melhoria da gestão florestal e do seu ordenamento”, pretendendo por isso implementar “estes Mosaicos e Parcelas de Gestão de Combustíveis que reforçam essa estratégia de gestão, com claros benefícios em matéria de defesa da floresta contra incêndios”.

Créditos: CMVR

Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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