Adiada reunião com ministro para debater aeroporto regional em Tancos. Foto: Serrano Rosa

O executivo da Câmara Municipal de Vila de Rei aprovou por unanimidade, em reunião ordinária de 7 de fevereiro, a moção apresentada pelo Conselho Intermunicipal do Médio Tejo com vista a uma futura possível implementação de um aeroporto civil-militar no atual aeródromo de Tancos.

Em comunicado enviado ao mediotejo.net contextualiza-se a moção aprovada, que garante que a criação de um aeroporto regional civil-militar em Tancos iria valorizar o interior “por forma a dar resposta adequada ao turismo religioso, com especial enfoque em Fátima, ao turismo cultural e de lazer das nossas regiões e permitiria uma melhor penetração nos mercados internacionais das empresas regionais do Médio Tejo, da Lezíria do Tejo, do Alto Alentejo e das Beiras”, com “custos financeiros desmesuradamente inferiores a qualquer outra solução”.

Segundo o definido pelos municípios da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, “os primeiros objetivos passam por uma recolha de elementos dos estudos já efetuados sobre o aeródromo de Tancos, bem como realizar os estudos necessários para a implementação de um aeroporto regional civil-militar”.

Após isso, “os Municípios da região irão empenhar-se junto da administração central para que esta realize, o quanto antes, estudos para a remodelação ou construção de novas infraestruturas tendo em vista o desenvolvimento da região e da coesão nacional, contribuindo para atenuar assimetrias de desenvolvimento nas zonas de baixa densidade”.

Na mesma informação recordam-se algumas das mais-valias apontadas para este local, referindo-se que o Polígono militar de Tancos “detém servidões aeronáuticas já constituídas (a 1ª Servidão com 3,26 Km2, a 2ª Servidão com 6,18 km2); espaço aéreo livre; duas pistas com 2440m e 1200m de comprimento, respetivamente; terrenos adjacentes desocupados (por servidões militares) para futura ampliação; excelentes níveis anuais de visibilidade”.

Por outro lado, ganha pela sua “centralidade geográfica (a 1 hora de Lisboa, 20 minutos de Fátima, 50 minutos de Coimbra e 50 minutos de Castelo Branco, e cerca de 1 hora de Portalegre); zona de baixa densidade; unidades militares instaladas para situações de emergência e catástrofe; rede de autoestradas e itinerários principais ao seu lado, A13 e A23; linha confinante de caminho-de-ferro eletrificada (linha do norte e do leste)”, termina.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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