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Recuando a Agosto último, no princípio deste espaço que em coerência intitulei “O princípio”, assumi o compromisso de partilhar visões, emoções e provocações dando a garantia que seria honesto e genuíno e que, em momento algum, deixaria de ser apenas eu e as minhas convicções.

Tive no entanto a preocupação de alertar que não procurava unanimismos, que sabia não ser o dono da verdade mas acreditava que a discussão com urbanidade ajudava a “acender” luzes que alargam a visão periférica sobre os assuntos.

Trinta e quatro semanas depois, reafirmo com a mesma convicção o que escrevi nessa altura, mas abro um pequeno parêntesis para esclarecer que em momento algum pretendo que os meus textos “colonizem” ou agridam, porque, ao contrário daquilo que estamos habituados a observar, é possível ter opiniões divergentes sem que se ultrapassem os limites da educação e do respeito.

Sem falsas modéstias, penso estar a honrar este compromisso. O compromisso de partilhar sem ofender porque em nenhum momento me tenho esquecido que sou “demasiado” humano ou, se preferirem, naturalmente imperfeito.

E para que fique claro, ao contrário do que possam pensar, está longe de ser um autoelogio o excesso de humanidade a que me acabei de me referir, porque o foco terá que ser virado para a constatação de uma limitação ou de uma imperfeição que pretende provocar, ou se preferirem, consciencializar, aqueles que são perfeitos e donos de verdades universais.

Pura utopia tentar consciencializar quem está consciente que já sabe tudo. Mas as utopias também são impossíveis, que passam a realidade depois de acontecerem.

Esclareço novamente para que não se façam interpretações dúbias, não estou a querer ser mais do aquilo que sou nem pretendo fazer prevalecer a minha opinião sobre todas as outras. Recordo a minha humanidade, com limitações e imperfeições, e explico de forma cristalina que o que efetivamente pretendo é que a opinião, mesmo que dada em jeito de afirmação, permita a contradição e abra espaço à discussão.

Nem sempre isso acontece porque há cada vez mais um autismo prepotente que, ao repetir-se mais do que o que seria suposto, vai correndo o risco de se tornar a regra.

Eu vou tentando fazer a minha parte, quebrando essa regra, recusando-me a embarcar nesse estilo e contrariando-o sempre que sou confrontado com ele. Sem baixar o nível porque esta “guerra” só se ganha se se mantiver a elevação.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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