ULS Médio Tejo reforça cuidados continuados em casa com equipa dedicada e novas viaturas. Foto: ULS

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo está a reforçar a resposta das Equipas de Cuidados Continuados Integrados, que levam cuidados de saúde ao domicílio de pessoas em situação de dependência ou em recuperação de doença. Almourol integra um projeto-piloto nacional com seis enfermeiros dedicados, enquanto Sardoal e Mação vão receber novas viaturas e equipamentos.

A Equipa de Cuidados Continuados Integrados (ECCI) de Almourol acompanha utentes dos concelhos de Vila Nova da Barquinha, Constância e Entroncamento e dispõe atualmente de seis enfermeiros exclusivamente dedicados à resposta domiciliária.

Segundo a ULS Médio Tejo, a equipa tem capacidade para acompanhar até 30 pessoas em simultâneo, assegurando cuidados de proximidade e articulação com os restantes profissionais e serviços envolvidos no plano individual de cada utente.

A resposta integra um projeto-piloto nacional destinado a reforçar os cuidados continuados prestados em casa, permitindo que pessoas com necessidades de acompanhamento prolongado possam permanecer no seu ambiente habitual sempre que a situação clínica e as condições de apoio o permitam.

“Cuidar em casa permite-nos trabalhar a recuperação e a autonomia no lugar onde a pessoa vive. É nesse contexto que percebemos melhor as dificuldades do dia a dia e que podemos ensinar e apoiar os familiares e cuidadores”, afirma Piedade Pinto, enfermeira diretora da ULS Médio Tejo.

A responsável acrescenta que a existência de profissionais dedicados exclusivamente a esta resposta “reforça a continuidade do acompanhamento e a confiança de quem recebe os cuidados”.

Sardoal e Mação recebem viaturas e equipamentos

O reforço dos cuidados domiciliários estende-se também aos concelhos de Sardoal e Mação, onde as respetivas equipas vão receber novas viaturas e equipamentos, num investimento de cerca de 50 mil euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Foto: ULS Médio Tejo

Os novos meios destinam-se sobretudo a apoiar as deslocações dos profissionais às habitações dos utentes, uma componente considerada essencial numa região marcada pela dispersão populacional e pela necessidade de garantir respostas de proximidade.

As ECCI acompanham pessoas em situação de dependência funcional, em recuperação após doença ou cirurgia ou com necessidades de cuidados continuados que possam ser assegurados no domicílio. Entre as situações acompanhadas estão, por exemplo, recuperações após uma fratura ou um acidente vascular cerebral, assim como o tratamento de feridas crónicas.

Cada intervenção parte de uma avaliação das necessidades do utente e da definição de um plano individual de cuidados, que pode incluir enfermagem, cuidados médicos, reabilitação e apoio social. O acompanhamento envolve igualmente familiares e cuidadores, que são apoiados na prestação de cuidados diários e na identificação de situações que exigem intervenção dos profissionais de saúde.

Em 2025, as ECCI da ULS Médio Tejo acompanharam 437 utentes, o equivalente a 37,8% das pessoas registadas nas diferentes respostas da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) na área da unidade de saúde.

“A nossa maior ambição é que todas as pessoas tenham acesso aos cuidados de que precisam, independentemente de onde vivem ou da sua capacidade de se deslocarem”, afirma Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo.

Para o responsável, reforçar estas equipas significa “dar aos profissionais melhores condições para chegar a quem precisa e ajudar mais pessoas a recuperar em casa, junto das suas famílias”.

Foto: ULS Médio Tejo

As Equipas de Cuidados Continuados Integrados funcionam no âmbito das Unidades de Cuidados na Comunidade e constituem uma resposta da RNCCI destinada a assegurar acompanhamento de saúde e apoio social no domicílio, mediante avaliação e referenciação pelos profissionais responsáveis.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

Leave a Reply