Tramagal junta três ranchos numa tarde dedicada ao folclore. Foto: RFCPT

O Largo dos Combatentes da Grande Guerra, em Tramagal, recebe no sábado, 12 de setembro, uma Tarde de Folclore que junta grupos de Tramagal, Penela e Alpiarça, numa iniciativa dedicada à música, dança e tradições populares.

Promovido pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Tramagal, o encontro começa às 15h30 com o desfile dos grupos participantes, estando o início das atuações marcado para as 16h00.

Além do rancho anfitrião, participam o Rancho Folclórico do Rabaçal, do concelho de Penela, distrito de Coimbra, e o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alpiarça, no distrito de Santarém.

A iniciativa realiza-se no Largo dos Combatentes da Grande Guerra, espaço no centro da vila que tem acolhido ao longo dos anos vários encontros dedicados ao folclore e às tradições populares.

A Tarde de Folclore acontece cerca de três meses depois de Tramagal ter recebido, no mesmo local, a 41.ª edição do Festival Nacional de Folclore, organizada também pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Tramagal e que reuniu grupos de diferentes regiões do país.

Fundado em 8 de janeiro de 1982, o rancho tramagalense tem uma história estreitamente ligada à própria comunidade e nasceu num período difícil para a vila, marcado pelos salários em atraso na Metalúrgica Duarte Ferreira.

O seu fundador, António Ferreira Eugénio, que presidiu à instituição durante 35 anos, contou em 2017 ao mediotejo.net que a origem do grupo esteve numa marcha de Carnaval criada para levar alguma alegria à população num período em que os problemas da metalúrgica afetavam muitas famílias de Tramagal. O sucesso da iniciativa acabaria por dar origem ao rancho.

Desde então, o grupo tem desenvolvido um trabalho de preservação e divulgação do folclore e da etnografia, com atuações em Portugal e no estrangeiro e a organização regular de encontros com grupos de diferentes regiões.

Ainda este verão, além do Festival Nacional de Folclore, o rancho participou nas festas em honra de Nossa Senhora da Oliveira, padroeira de Tramagal.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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