A Vila de Tramagal recebeu o 35º Festival do Folclore Nacional no último sábado, dia 16 de junho, numa manifestação de carinho e defesa das tradições etnográficas, musicais e culturais das suas gentes. Foto: mediotejo.net

A Vila de Tramagal recebeu o 35º Festival do Folclore Nacional no último sábado, dia 16 de junho, no Largo dos Combatentes da Grande Guerra, numa manifestação de carinho e defesa das tradições etnográficas, musicais e culturais das suas gentes.

Organizado pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo do Tramagal, grupo que conta com cerca de 30 elementos, entre os 10 e os 75 anos, a 35ª edição do evento contou com a participação do Rancho Folclórico de Orgens (Viseu) e do Grupo de Danças e Cantares Pioneiros de Vendas Novas, enquanto grupos convidados, tendo o jantar convívio decorrido na sede do rancho anfitrião, no Largo dos Combatentes, bem no centro da Vila.

Num ano em que foram lembrados António Ferreira Eugénio, membro fundador e sócio presidente honorário do Rancho de Tramagal, e o cantador da tocata do rancho, Joaquim Domingos, falecidos recentemente, a emoção e o respeito pelo trabalho desenvolvido por aqueles dois vultos do folclore e etnografia tramagalense estiveram presentes ao longo de todo o Festival, que primou por elevado nível qualitativo.

Elogios proferidos por Mário António, representante da Federação do Folclore Português, e por José Ferreira, do Conselho Técnico Regional da federação do Folclore Português para a Região do Alto Ribatejo, que destacaram ao mediotejo.net o trabalho desenvolvido pela atual equipa diretiva, presidida por Susana Ferreira, e que conta com Joana Gentil como diretora técnica do rancho fundado a 8 de janeiro de 1982.

Na exibição do rancho anfitrião foi destacado que todas as recolhas das danças, trajes e cantares foram feitas pelos fundadores do Rancho, e que os trajes remontam á época de 1890 e 1910. Estes representam os noivos, os lavradores, o de romaria, o de ir à missa, o dos camponeses e moleiros e o das raparigas quando iam com os noivos entregar os pedidos de casamento aos convidados.

Uma exibição muito aplaudida e cuja dança do ‘Fandango’ contou este ano, e pela primeira, com um dançarino homem e uma mulher, no caso, pai e filha, Cláudio e Inês, descendentes dos fundadores do Rancho Folclórico de Tramagal. O futuro do Rancho e a preservação e a divulgação das tradições parece estar assegurado, assim o povo acarinhe e se inscreva na Casa do Povo para manifestar o seu apoio ao trabalho desenvolvido e a desenvolver pela coletividade, lembrou Abílio Pombinho, presidente da Assembleia Geral.

A atuação do rancho folclórico anfitrião terminou com as “Saias do Tramagal”, dando depois espaço à exibição dos trajes, danças e cantares dos grupos convidados. Uma noite em que a tradição e a cultura popular recebeu os aplausos das cerca de duas centenas de pessoas presentes.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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