Chefe Regional de Portalegre e Castelo Branco, Paulo Silva, entregou um Louvor ao Agrupamento 273 de Tramagal na pessoa do Chefe Nuno Oliveira. Foto: Décio Dias - Photography

Em Tramagal, o Agrupamento 273 do Corpo Nacional de Escutas comemorou 50 anos em atividade [foi fundado a 1 de maio de 1968] tendo a Junta Regional da Região de Portalegre-Castelo Branco, Diocese à qual o Agrupamento 273 está ligado, atribuído um Louvor Regional aos escuteiros de Tramagal pelo trabalho desenvolvido ao longo destas cinco décadas.

“A Junta Regional, na sua reunião de 23 de abril (data bonita porque era Dia de São Jorge – patrono Mundial do Escutismo) decidiu, por unanimidade, atribuir um Louvor Regional ao Agrupamento 273 do Tramagal. Fizemo-lo na forte convicção de que estamos a cumprir uma vontade de uma Região inteira”, disse o Chefe Regional do Corpo Nacional de Escutas, Chefe Paulo Silva, tendo destacado ainda que o Tramagal “tem dado muitos dirigentes para a formação de novos dirigentes e para muitas equipas regionais”, facto que “reforça e atesta a qualidade do Escutismo que se faz no Tramagal”.

Chefe Nuno Oliveira, do Agrupamento 273 do Tramagal. Foto: Décio Dias – Photography

A distinção foi anunciada no sábado, dia 5 de maio, na Sociedade Artística Tramagalense (SAT), local onde o Agrupamento 273 de Tramagal, chefiado por Nuno Oliveira, celebrou a data redonda perante cerca de uma centena de pais, escuteiros e amigos do Agrupamento, que conviveram, partiram o bolo e cantaram músicas de escutistas acompanhados pela vereadora Celeste Simão, da Câmara Municipal de Abrantes, do presidente da Junta de Freguesia de Tramagal, Vitor Hugo Cardoso, do padre Adelino Cardoso, em representação da Paróquia, do Chefe Regional do Corpo Nacional de Escutas, Chefe Paulo Silva, e representantes das diversas instituições, associações e Agrupamentos de Escuteiros da região.

Agrupamento 273 de Tramagal assinalou 50 anos em atividade. Foto: Décio Dias – Photography

“Este Louvor”, reforçou o Chefe Paulo Silva, “é atribuído não pelo trabalho normal dos seus elementos e Chefes, decorrente da sua Promessa Escutista”, mas porque o trabalho desenvolvido ao longo dos 50 anos foi para além do trabalho normal e merece, por isso mesmo, ser distinguido e tomado como exemplo”.

Entidades convidadas foram agraciadas com uma lembrança dos Escuteiros de Tramagal. Foto: Décio Dias – Photography

No seu discurso, o Chefe Regional do Corpo Nacional de Escutas não deixou de fazer referências pessoais ao Agrupamento de Tramagal e a alguns dos dirigentes que por ali passaram, tendo começado por lembrar ter-se cruzado há muito tempo com o Agrupamento de Tramagal.

“Os laços foram-se fortalecendo e tive o privilégio de fazer o Curso de Chefe (CIP, na altura) com três elementos deste Agrupamento (Rui Brunheta e manas Marques). Aprendi muito com eles. Recordo o espírito de grupo, família mesmo, que o 273 transmitia e irradiava. A título de curiosidade, o Tramagal foi dos primeiros Agrupamentos a apresentar-se sempre muito bem fardado, sempre de calções, incluindo os Chefes”, lembrou, tendo afirmado ver, “nos momentos mais atuais, uma Agrupamento sempre presente, muito ativo e participativo”.

As velas do bolo de aniversário foram sopradas pelos Lobitos, “o futuro” do Agrupamento. Foto: Décio Dias – Photography

“Que todos os elementos vindouros estejam Sempre Alerta e que todos os dirigentes estejam Sempre Alerta para Servir”, concluiu o responsável, formulando “votos dos maiores sucessos na continuidade do processo educativo Escutismo” e pedindo “as maiores bênçãos para tão valioso serviço”.

Também o Chefe de Agrupamento 273, Nuno Oliveira, usou da palavra para falar dos 50 anos de história, mas também do presente e do futuro do Agrupamento 273 de Tramagal.

Representantes de Agrupamentos da Região marcaram presença na cerimónia festiva. Foto: Décio Dias – Photography

“Nos finais dos anos 60 juntando um enorme incentivo a nível regional para a fundação de novos agrupamentos, e em conjunto com a vontade de jovens tramagalenses em terem o movimento escutista na sua terra, foi fundado em 1 de maio de 1968 o Agrupamento n.º 273 de Tramagal. Essa é a razão de estarmos aqui hoje reunidos, para assinalar os 50 Anos deste Agrupamento”, o 273 do Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português.

Vitor Hugo Cardoso, presidente JF Tramagal. Foto: Décio Dias – Photography

“Sendo que o Escutismo é o maior movimento de Juventude do nosso país, movimento com base no voluntariado dos dirigentes e na ocupação de tempos livres dos jovens, contando com cerca de 75.000 elementos, entre crianças, jovens e adultos, ao longo dos 50 anos de existência do nosso Agrupamento, muitas foram as aventuras vividas, as histórias contadas, as memórias criadas, as alegrias partilhadas”, lembrou o dirigente.

“Foram cinco décadas em que o Agrupamento 273 contribuiu ininterruptamente para a educação das nossas crianças e jovens, com milhares e milhares de horas de formação generosamente dadas por todos os dirigentes que ao longo destes anos voluntariamente serviram e servem o Agrupamento”, observou, tendo destacado, em termos organizativos, que “um dos marcos importantes da vida do 273 foi sem dúvida a realização do acampamento regional em 1981, acampamento que contou com bastante participação de diversos escuteiros oriundos de toda a diocese de Portalegre e Castelo Branco, o qual foi realizado no pinhal junto ao Campo de Futebol, que muitos certamente recordarão”.

Celeste Simão, vereadora CM Abrantes. Foto: Décio Dias – Photography

“As sedes”, continuou, “local onde nos reunimos semanalmente por secção, onde se planeiam as atividades, onde se guarda e preparam os materiais para as atividades, onde se fazem os relatórios e as avaliações, têm um peso muito grande nas nossas recordações. Ao longo destes 50 anos, várias foram as sedes utilizadas, começando pelo Edifico Paroquial, depois as reuniões por baixo da Oliveira do Ringue de Patinagem, seguindo-se as sedes ao lado da antiga G.N.R. na EN118, depois nos pavilhões pré fabricados nos terrenos paroquiais e, mais recentemente, na Casa J na Rua Eduardo Duarte Ferreira”.

Padre Adelino Cardoso, pároco na freguesia de Tramagal. Foto: Décio Dias – Photography

“Atualmente, o Agrupamento reúne as condições necessárias para a realização das suas atividades para isso contribuindo em muito o edifício sede do Agrupamento situado na Antiga Escola Primária da Penha. Neste particular, estamos gratos à Câmara Municipal de Abrantes e à Junta de Freguesia de Tramagal a confiança depositada na nossa instituição através do protocolo estabelecido para gerir este património em prol dos jovens e da comunidade”, reconheceu Nuno Oliveira.

Antiga escola primária da Penha, atual edifício sede do Agrupamento de Escuteiros de Tramagal. Foto: mediotejo.net

Segundo fez notar o Chefe de Agrupamento, “para além da recuperação do edifício sede e do espaço envolvente na fase inicial, fez este agrupamento no ano transato investimentos criando balneários e zona de lava loiças criando condições logísticas necessárias para que também jovens de outros agrupamentos, e de outras regiões, ou de outras instituições, possam realizar atividades na nossa freguesia e no nosso concelho. E o futuro está aí”, vincou.

A jovem escuta, Carolina Dias, entregou uma lembrança ao Agrupamento pelo seu cinquentenário. Foto: Décio Dias – Photography

“Embora seja um movimento centenário as bases do escutismo não se alteraram e mantêm-se atuais.  A missão do escutismo é contribuir para a educação dos jovens através de um sistema de valores baseado na Promessa e na Lei, ajudando deste modo a construir um mundo melhor em que as pessoas se realizem enquanto indivíduos e tenham um papel construtivo na sociedade”, lembrou o dirigente escutista.

“Este é o nosso compromisso, envolver os jovens num processo de formação não formal, usando um método original em que cada indivíduo desenvolve as suas competências ao seu próprio ritmo, tornando-os autónomos, solidários, responsáveis e comprometidos e ajudando-os na definição de um sistema de valores baseado em princípios espirituais, sociais e pessoais expressos na Promessa e na Lei”, concluiu Nuno Oliveira, não sem antes lembrar e agradecer “a preciosa ajuda dos pais que colaboram ativamente com o Agrupamento, Amigos, Instituições e Empresas que continuamente apoiam a nossa instituição e os nossos jovens, permitindo a realização dos diversos projetos por eles preparados”.

O Agrupamento soprou as velas do seu cinquentenário, tendo o 273 de Tramagal sido fundado a 1 de maio de 1968. Foto: Décio Dias – Photography

As atividades que assinalam os 50 anos do Agrupamento 273 de Tramagal vão decorrer ao longo do ano.

Fotos: Décio Dias – Photography

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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