Abílio Pombinho vence concurso para Medalha do centenário do TSU

A proposta de Abílio Pombinho foi a vencedora do concurso público para a conceção da Medalha Comemorativa do I Centenário do Tramagal Sport União (TSU), iniciativa integrada no ciclo do Centenário do TSU (1.5.1922/1.5.2022), tendo acolhido a unanimidade do júri, anunciou o clube.

“Ficar perpetuado no I Centenário do Clube do meu coração do qual sou associado há quase 54 anos é uma imensa alegria”, disse ao mediotejo.net Abílio Mendes Pombinho, 65 anos, reformado, e cuja paixão pelo Tramagal e pelo associativismo já o levaram a inscrever o seu nome em outros momentos e datas importantes para várias entidades da freguesia.

“Depois de em 2001 ter ganho o concurso da medalha do I Centenário da SAT, em 2004 ter ganho o concurso da medalha dos 250 anos da Junta de Freguesia de Tramagal e ainda em 2001 o logótipo da Artram – Associação de Reformados, confesso que foi grande o meu empenho para tentar fazer o pleno”, afirmou o antigo desenhador na CP e na MDF, em reação a este reconhecimento pela proposta apresentada para imortalizar o centenário do clube da borboleta.

Tendo aprofundado ao longo do tempo os seus conhecimentos de heráldica e aprimorado a conceção de logótipos e medalhas para outros eventos comemorativos a que concorreu, na estratégia para vencer o concurso da medalha comemorativa do centenário do TSU os pressupostos, notou, “eram os mesmos”, ou seja, “um grande conhecimento da sua história, bem fundamentado numa memória descritiva e retratado nas duas faces da medalha com a criatividade e enquadramento necessários para resultar num embelezamento adequado”.

O Tramagal Sport União (TSU), clube que assinala o 100º aniversário da sua fundação no dia 1 de maio de 2022, lançou em dezembro o vinho do Centenário e o Concurso da Medalha Comemorativa da data festiva, iniciativas integradas num programa mais vasto das celebrações do clube de Tramagal e que será apresentado no dia 15 de fevereiro.

Medalha Comemorativa 100 Anos TSU – Memória Descritiva

A presente memória descritiva pretende traduzir com propriedade o que na qualidade de autor defino como proposta de medalha comemorativa do I Centenário do Tramagal Sport União. O interesse é perpetuar a sua história e os seus valores que prevaleceram ao longo das diversas gerações nos 100 anos de uma forma afirmativa e intuitiva através da arte medalhística.

Na frente da medalha, o desenho cumpre no seu todo com o preceituado no ponto 3 do regulamento de conceção e projeto da medalha comemorativa do I centenário do TSU, circunscrevendo num diâmetro de 80 milímetros, as inscrições “Tramagal Sport União”, “I Centenário” e as datas 1922 e 2022. Quanto ao emblema pode ser observado com rigor que a “borboleta” está igual à do logotipo para as comemorações do I Centenário conforme previsto no mesmo regulamento.

O verso da medalha configura a criatividade assente na silhueta de muitas pessoas que têm sobre si os 100 anos passados e retratam desta forma todos os dirigentes, associados e atletas que ao longo deste longo período trabalharam para que o clube perdurasse até aos nossos dias num caminho sinuoso, com muitos sucessos desportivos e sociais que fizeram do Tramagal Sport União um clube respeitado ao nível regional e nacional. A inscrição de uma bandeirola de canto com a sigla da borboleta é a homenagem representativa ao ecletismo que o Clube teve desde a década de 60 do século passado até à primeira década do atual século. 

Uma nota para as letras T, S e U colocadas na parte superior deste verso. Simbolizam carinhosamente o diminutivo com que se trata o Clube e cuja tipologia de letras é igual à usada através de escantilhão de letras na fábrica “Duarte Ferreira & Filhos” mais tarde “Metalúrgica Duarte Ferreira” que até meados dos anos 70 do século passado foram o grande suporte no apoio direto ao Clube nas áreas financeira e das infraestruturas.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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