Aliviadas as restrições da pandemia de covid-19, a tradição do “Espeta a Burra” regressa ao seu formato original na vila de Ulme, concelho da Chamusca. A Junta de Freguesia e o Centro de Apoio Social de Ulme (Casulme) desafiam os moradores a participar na iniciativa marcada para domingo, dia 24 de abril, no recinto de festas da vila.

Às 10h30 começa a concentração dos participantes e às 12h00 é dada a ordem dos aguadeiros para se acender o lume. Segue-se o almoço convívio em que cada um cozinha o seu almoço no fogo a lenha. A tarde é preenchida com animação, jogos tradicionais e lanche convívio.

A organização apela a que os participantes venham trajados a rigor ou com algumas peças de roupa da época, ou seja, da primeira metade do séc. XX.

A tradição consiste na confeção de uma refeição, em meio campestre, com os participantes trajados como antigamente e utilizando utensílios como a caldeira, alforges, cabaça de colorau ou infusas, não esquecendo a “burra”, ferro ou estrutura em madeira que se espeta no chão e que segura a caldeira ou panela. Era assim que era confecionado o almoço dos antigos trabalhadores rurais nos campos da Chamusca.

A gastronomia e a forma artesanal de confecionar a refeição é sempre um pretexto para um dia de convívio entre a população.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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