Campanha solidária “Dê Troco a Quem Precisa” em 11 farmácias do Médio Tejo. Foto ilustrativa: DR

A Comissão de Utentes de Súde do Médio Tejo (CUSMT) emitiu uma comunicado em que contesta a iniciativa do proprietário da Farmácia Inácio, instalada em Alcorochel, de transferir o estabelecimento da localidade para a cidade de Torres Novas, mediante a qual solicitou autorização ao INFARMED.

No documento enviado às redações, a CUSMT dá conta da história da instituição, lembrando que a Farmácio Inácio substituiu um posto de medicamentos dependente da Farmácia Higiene de Torres Novas em 1981. “Antes já tinha existido uma outra farmácia. Logo a população desta União de Freguesias (com quase 3000 habitantes) já usufruem deste serviço de proximidade há cerca de meio século”, refere, dando conta que Alcorochel se situa na união de freguesias Brogueira, Parceiros de Igreja e Alcorochel, no limite ocidental do concelho e afastada da cidade.

“Nas três freguesias, sempre houve médico de família regularmente”, frisa o texto, pelo que “podemos dizer que comparativamente com muitas outras freguesias, temos uma situação de prestação de Cuidados de Saúde Primários muito boa, coadjuvada pela assistência medicamentosa”.

Neste momento, adianta, os utentes podem comprar os medicamentos logo após a consulta. Se a Farmácia encerrar, a mais próxima fica a 10 quilómetros de Alcorochel. “O problema torna-se bastante grave para as pessoas mais idosas (que são a maioria, como em muitas das nossas aldeias) que não dispõem de transporte próprio e os transportes públicos não satisfazem em tempo útil as necessidades da população”, alerta.

“Consideramos absolutamente desapropriado e inconveniente que a farmácia seja transferida tendo em conta que vai precisamente contra a política de proximidade”, afirma a CUSMT. A instituição recorda que em Torres Novas já existem sente farmácias.

Contactada a Farmácia pelo mediotejo.net, o responsável, Rui Inácio, preferiu não fazer comentários a respeito do caso, adiantando que, por enquanto, se trata de especulação.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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