Uma das surpresas da noite eleitoral torrejana foi a vitória na União de Freguesias de Olaia e Paço da coligação PSD-CDS “Afirmar Torres Novas”. Rui Nunes, engenheiro eletrotécnico, de 45 anos, conseguiu conquistar a autarquia aos socialistas, pintando de laranja uma freguesia de um concelho maioritariamente rosa.
Rui Nunes obteve 406 votos (34,38%), elegendo quatro elementos para a assembleia de freguesia. O PS ficou em segundo lugar, com 25,32% dos votos e dois eleitos, seguido do Movimento P’la Nossa Terra, com 17,44% e dois eleitos, e a CDU (PCP-PEV), com 11,60% dos votos e um eleito.
A vitória é clara mas o autarca antevê um mandato com dificuldades. Em declarações ao mediotejo.net, Rui Nunes admitiu que, embora na expectativa, não tinha a vitória por adquirida. “É uma freguesia tipicamente socialista, não estava de todo à espera”, reconheceu.
“As pessoas tinham ânsia de mudar”, constata, sensação que lhe foi sendo transmitida ao longo da campanha eleitoral. “O anterior executivo não estava a efetuar um bom trabalho”.

ÁUDIO | RUI NUNES, CANDIDATO PSD-CDS À UNIÃO DE OLAIA E PAÇO:
Entre as prioridades de Rui Nunes e da sua equipa está a luta pelo saneamento para a União de Olaia e Paço, infraestruturas de que a autarquia ainda é carente. “Prevejo que sejam quatro anos bastante difíceis”, admitiu.
Rui Nunes chega numa ano em que o anterior presidente, o histórico socialista Hélder Rodrigues, deixava a vida política, tendo a candidatura PS sido liderada por Nuno Godinho.

Em Assentis, o movimento independente GIFA, liderado por Leonel Santos, voltou a ser reeleito, partilhando a assembleia com o PS (5+4). AS restantes freguesias do município ficaram sensivelmente com as mesmas caras: Júlio Clério (São Pedro/Lapas/Ribeira Branca), Pedro Morte (Santa Maria/Salvador/Santiago), Manuel Júnior (Brogueira/Parceiros de Igreja/Alcorochel), Paulo Simões (Pedrógão), João Cassis (Zibreira) e Alfredo Antunes (Chancelaria).
Entre as novas candidaturas, Pereira Jorge (PS) ganhou nos Riachos e José Couteiro (PS) na Meia Via, detendo assim os socialistas oito das 10 freguesias.

O cenário é similar na Assembleia Municipal, onde José Trincão Marques (PS) deverá tornar a encabeçar a mesa. O PS conquistou 10 deputados (41,38%), menos um que em 2017. Já o PSD-CDS elegeu quatro (18,72%), mantendo o número de eleitos do PSD há quatro anos, mas desaparecendo a representatividade associada ao CDS, que tinha um deputado.
A entrada do Movimento independente P’la Nossa Terra teve impactos sobretudo à esquerda. Com quatro deputados eleitos (15,15%), a equipa de António Rodrigues retirou um ao Bloco de Esquerda (7,91%), que ficou apenas com dois, e outro à CDU (7,38%), agora reduzida a um único eleito.
