Ligação da A23 às zonas industriais de Entroncamento e Riachos. Foto: DR

A comissão politica de secção do PSD de Torres Novas reuniu no dia 25 de maio, sexta-feira, tendo redigido um documento sobre a sua posição quando ao lançamento do concurso para a beneficiação do acesso às zonas industriais de Riachos e do Entroncamento. O aumento de tráfego, a perda de alguma qualidade de vida em Riachos e a disparidade nos custos para os dois concelhos são algumas das questões apontadas.

Reconhecendo a necessidade da intervenção na ER 243 e na circular exterior de Riachos, o PSD aponta que “o acordo agora firmado pelo executivo municipal, implicará um aumento brutal do tráfego de veículos pesados no supracitado troço, derivado, essencialmente, do fluxo gerado pelas empresas instaladas na Zona Industrial do Entroncamento, e não pela instalação de novas empresas na Zona Industrial e Logística de Riachos, face à total ausência de estratégia municipal na captação de investimento”.

O PSD aponta os elevados curtos a assumir por Torres Novas, “tendo em conta a substancial deterioração das condições de segurança rodoviária, ruído ambiental, qualidade do ar e da qualidade de vida dos Riachenses em particular”. A falta de um hierarquia de gestão de tráfego, assinala, vai ainda aumentar “os pontos de conflito e respetiva probabilidade de sinistralidade”.

O PSD de Torres Novas termina a apelar que o executivo tome as medidas necessárias à defesa dos riachenses, nomeadamente exigindo estudos de ruído ambiental e modelação de impactos do aumento do tráfego no ruído ambiente. Propõe ainda que criem “soluções que disciplinem, com rigor, o trânsito em todo o percurso a ser intervencionado com destaque para as rotundas do Nicho dos Riachos e Rotunda do Shopping, que asseguram a acessibilidade a dois grandes geradores de fluxos automóvel”.

O PSD refere também que se deve renegociar o acordo firmado, por forma a garantir “a possibilidade de uma distribuição mais equitativa dos custos entre os municípios de Torres Novas e Entroncamento, e a empresa Infraestruturas de Portugal, não com base apenas na área de intervenção territorial, mas que inclua também a origem dos fluxos de tráfegos futuros, através de um ajuste futuro dos encargos”.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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