O Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR, com o apoio do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS), está a realizar ações de sinalização e sensibilização para a limpeza de terrenos por todo o país, recordando aos proprietários que têm que limpar as respetivas propriedades até 15 de março. Na terça-feira, 20 de fevereiro, foi a vez do concelho de Torres Novas, onde as freguesias do Pedrógão e Chancelaria, no limiar da Serra de Aire, são as de maior prioridade.
Executivo municipal, com a presença também da vereadora Helena Pinto (BE), presidentes de junta e outros autarcas reuniram-se na praça 5 de outubro na manhã de terça-feira para dar início à operação “Floresta Protegida’2018” em terras torrejanas. A abrir os trabalhos o presidente da Câmara, Pedro Ferreira, recordou o ano trágico de 2017 ao nível dos fogos florestais. “Não vamos intimidar ninguém”, frisou, salientando que se trata de uma ação pedagógica e técnica, para referenciar as prioridades de intervenção.
Pedro Ferreira entregou ainda ao SEPNA dois tablets, oferecidos pelo município. Segundo explicou o Major Pedro Reis, do SEPNA, os dispositivos eletrónicos destinam-se a reforçar o equipamento da estrutura, nomeadamente em termos de georeferenciação, uma vez que nos próximos anos não há segurança da equipa, sediada em Torres Novas, tornar a contar com o apoio do GIPS. Com o equipamento oferecido pela Câmara os meios do SEPNA tiveram assim este ano também a oportunidade de se reforçar a nível de conhecimentos técnicos.

Pelo concelho de Torres Novas circularam cerca de 20 militares e 10 viaturas do Comando Territorial da GNR de Santarém, aos quais se juntaram autarcas e equipa municipal de Proteção Civil. O objetivo passou por georreferenciar as zonas em infração e analisar as prioridades de intervenção, procurando-se sobretudo sensibilizar para o aproximar do fim do prazo – 15 de março – para limpeza dos terrenos pelos respetivos proprietários. Posteriormente, será realizada uma fiscalização intensiva, de acordo com uma carta de risco, em coordenação com todas as entidades.
As datas apertadas para a gestão de combustível (obrigatória até 50 metros das casas) têm gerado manifestações de preocupação da parte de Pedro Ferreira, face às muitas particularidades da realidade da propriedade, na mão de pessoas idosas, sem posses ou subdividida por dezenas de proprietários. Caso o dono do terreno não o limpe até 15 de março, fica sujeito a coima e à fatura da intervenção de limpeza municipal, para quem passa a responsabilidade depois da data, também com um prazo apertado de limpeza, até final da primavera.

Em Torres Novas, Pedro Ferreira acompanhou a operação na freguesia do Pedrógão, zona que motiva mais preocupações da parte do executivo, juntamente com parte da freguesia de Chancelaria. O território, que se encontra já em Serra de Aire, não vê um grande incêndio desde os inícios dos anos 90, pelo que as aldeias inseridas na serra, com amplas zonas de matagal em terrenos baldios ou com uma multiplicidade de proprietários, são a grande preocupação dos autarcas com a aproximação de mais um verão demasiado seco para o país.
