FOTO: mediotejo.net

A empresa Fabrióleo, em Torres Novas, que viu ser recusado em assembleia municipal em dezembro de 2015 o seu pedido de declaração de interesse público municipal de algumas instalações, vai ter o processo reapreciado. Esta reapreciação está agendada para a próxima reunião camarária, privada, e a CDU já pediu uma deliberação “com caráter de urgência” sobre o tema na reunião de 25 de outubro, terça-feira.

A reapreciação da declaração de interesse público da Fabrióleo, empresa que tem estado no centro de uma intensa contestação em torno da poluição da ribeira da Boa Água e do rio Almonda, foi mencionada tanto pela CDU como pelo Bloco de Esquerda (BE), exigindo-se respostas e uma atitude mais assertiva da câmara. O tema do sentido de voto em torno desta reapreciação em si, porém, não obteve grande discussão.

A Fabrióleo pediu uma reapreciação da declaração de interesse público negada em dezembro de 2015. O tema vai à próxima reunião de câmara, em princípio agendada para 8 de novembro.  A vereadora Ana Filipa Rodrigues (CDU) fez uma proposta a pedir uma reunião extraordinária para debater o mais depressa possível o tema, mas a votação da proposta foi adiada.

O título do documento é “deliberação com caráter de urgência do pedido de reapreciação da declaração de interesse municipal”. No texto recorda-se a recusa unânime em indeferir a declaração de interesse municipal (DIM), tanto pela câmara como pela assembleia. A Fabrióleo “solicitou uma reapreciação da DIM, em Abril” deste ano, mas a empresa continua a ser apontada “como uma das fontes poluidoras da ribeira da Boa Água”, o que tem motivado muitas queixas da população.

Assim, a CDU “propõe à câmara municipal que delibere, com carácter de urgência, o pedido de reapreciação da DIM solicitada pela Fabrióleo, uma vez que, conforme as informações prestadas pela chefe de Divisão da Administração Urbanística, o processo já está instruído e pronto a ser apresentado à câmara municipal” (Negrito da CDU).

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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