Um cheiro intenso a combustível levou à evacuação na segunda-feira, 5 de fevereiro, dos edifícios da Escola Profissional de Torres Novas e da NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém, localizados perto da saída da A23. Os Bombeiros estiveram no local e fizeram vários testes, mas não se conseguiu confirmar qual a origem do cheiro.
A Escola Profissional e a NERSANT foram evacuadas ao fim da manhã de segunda-feira devido a um intenso cheiro a combustível. Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém, os 180 alunos e 37 docentes e funcionários da escola e os 27 trabalhadores da NERSANT foram retirados dos edifícios que se situam junto a um posto de abastecimento de combustível “por precaução”, não se tendo registado qualquer tipo de incidente, refere informação da agência Lusa.
A mesma fonte adiantou que o cheiro intenso ocorreu cerca das 11h55, após o abastecimento da bomba local por um camião, mas a fiscalização realizada pelos funcionários do posto de combustível não detetou qualquer vestígio de derrame e as medições realizadas cerca das 13h00 não detetaram a presença de gases.
O tema foi abordado na reunião camarária de quarta-feira, 7 de fevereiro, com o vereador João Quaresma de Oliveira (PSD) a questionar quem havia coordenado os trabalhos de Proteção Civil.
O presidente da Câmara, o socialista Pedro Ferreira, explicou que a técnica responsável está de baixa, pelo que função passou para o gabinete da presidência, onde tomou conta da ocorrência Sónia Sousa. Referiria porém que não se chegou a saber quais as causas do incidente, informação confirmada pelo vice-presidente, Luís Silva.
João Quaresma de Oliveira comentaria que o cheiro a combustível é recorrente naquela zona.
Questionada pelo mediotejo.net, Sónia Sousa adiantou que foram realizados dois testes na zona, um de explosividade e outro de dióxido de carbono. Aquando a chegada dos técnicos os valores de dióxido de carbono eram efetivamente elevados, mas cerca das 17h00 já se encontravam a valor zero. A mesma equipa deslocou-se também à bomba de combustível próxima, estando os valores em conformidade e até abaixo dos limites.
A responsável frisou que ao local deslocaram-se a Águas do Ribatejo e a Tagusgás, mas até ao momento não se sabe a proveniência do cheiro que gerou a evacuação.
c/LUSA
