O município de Torres Novas faturou cerca de 1,3 milhões de euros em Imposto Municipal sobre Transições (IMT) em 2018, facto que surpreendeu o executivo camarário PS, que não se lembra de um montante tão elevado entrar nos cofres camarários. Face ao valor extra em relação aos cerca de 800 mil euros inicialmente orçamentados, foi aprovado na reunião de 5 de fevereiro, terça-feira, avançar com mais um conjunto de obras de requalificação, nomeadamente de habitações no centro histórico. Houve, no entanto, desacordo quanto à melhor forma de aplicar o dinheiro.
Para o vice-presidente da Câmara, Luís Silva, os 1,3 milhões em IMT traduzem o dinamismo empresarial que se vive no concelho. Esta observação foi recebida com ceticismo tanto pelo PSD como pelo Bloco de Esquerda, constatando-se que o valor terá ficado a dever-se à venda da Quinta do Marquês.
Com dinheiro inesperado a entrar, o PS propôs uma revisão ao orçamento de 2019, para integrar a reabilitação de duas casas no centro histórico (169 mil euros), o Largo General Humberto Delgado (360 mil euros) e a requalificação de uma pérgola de madeira junto ao Palácio dos Desporto (41 mil euros). O tópico, após debate, foi aprovado por maioria, com voto contra do Bloco de Esquerda e abstenção do PSD.
A vereadora do Bloco, Helena Pinto, não concordou com a visão socialista, sugerindo que se encaminhasse o dinheiro para a reabilitação de estradas. A sua proposta teve concordância do PSD, mas seria recusada pelo executivo PS.
Já o vereador Quaresma de Oliveira (PSD) sugeriu que cerca de 23 mil euros deste dinheiro fosse usado para aumentar os apoios às associações desportivas. Luís Silva consideraria a proposta relevante, mas remeteu-a para outra revisão orçamental.
