ETAR da Fabrióleo . Foto: mediotejo.net

O tema do passivo ambiental deixado pela Fabrióleo foi levantado na Assembleia Municipal de Torres Novas pelo Bloco de Esquerda (BE), com Alves Vieira a indagar sobre soluções para resolver o atual problema. Em resposta, o presidente Pedro Ferreira (PS) adiantou que está prevista para as próximas semanas uma reunião com todas as entidades envolvidas na questão, para definir o caminho a sair. O orçamento para desmantelar, nomeadamente, a ETAR da Fabrióleo ascende a alguns “milhões” de euros, referiu, e não há fundos nacionais para ajudar a resolver o problema. 

No âmbito da resposta às questões de Alves Vieira, o presidente admitiu que tinha estado em conferência com a Secretária de Estado do Ambiente e que não há meios no Fundo Ambiental para resolver o passivo ambiental da Fabrióleo. “Preveem-se uns milhões de euros para desmantelar, nomeadamente o que está na ETAR”, constatou, adiantando que esse orçamento está a ser elaborado e que este se trata de “um problema de saúde pública”.

Adiantou assim que o IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação sugeriu a realização em Torres Novas, nas próximas semanas, de uma reunião com todas as entidades de alguma forma envolvidas neste problemas, “para olhos nos olhos” e com a legislação tentar encontrar uma solução para o problema. Não adiantou, porém, em que data esta se vai realizar.

Pedro Ferreira comentou que acompanhou duas ações judiciais de um credor da Fabrióleo, que obteve em tribunal uma licença para desmantelar parte da fábrica. No entanto, dado o perigo de derramamento de materiais tóxicos, o município pediu uma contra-análise que deu razão às preocupações da Câmara Municipal, pelo que a ação do credor ainda não avançou.

“Vai haver um trabalho muito científico”, frisou, preferindo guardar sigilo quanto a mais informações sobre esta matéria. 

Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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